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LEONISMOS

LEONISMOS

08
Dez17

Eu fiz massa fresca e acho que também deves


Leonardo Rodrigues

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Eu fiz massa e, como a sorte de principiante também me toca, correu bem à primeira e partilhei no Facebook. Fiz uma segunda vez, correu mal e não partilhei. Como à terceira é mesmo de vez, correu muito bem - talvez com a pressão de servir convidados. Já não tirei fotografia, nem partilhei no Facebook, mas estou agora a partilhar no blog. Mas porquê, Leonardo, podem estar a perguntar.

Porque nunca pensei que algum dia estaria a fazer a minha própria massa. Note-se que a massa que fiz entra na categoria "alimentícia", coze-se com água e sal, e sabia bem. Para mim, antes de perceber o quão comum isto era em Itália, fazer massa fresca era algo que reservava para os chefs e master chefes deste mundo. Os restantes mortais comiam a massa de pacote.

Agora já não. Com farinha, sêmola de trigo, sal, ovos e azeite, a ajuda das mãos e de um rolo da massa, posso escolher fazer a minha massa com a forma que quiser. É fazer mais ou menos como nos primórdios, sentindo e controlando os passos, respeitando o ritmo, além da cozedura. 

É verdade que não estou perto de um chef. Mas, graças a esta pequena grande incursão culinária, a que poucas pessoas se permitem, superei-me. As coisas na lista do que declarei não poder fazer está mais curta. 

 

 

 

08
Out17

Panquecas com apenas dois ingredientes: banana e aveia


Leonardo Rodrigues

 

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As refeições vegan, além de não terem de ser pobres em nutrientes, podem ter ainda mais sabor.

Ontem, depois do trabalho e Moda Lisboa, cheguei a casa completamente exausto e com fome. A dispensa estava quase vazia, com uma estranha abundância de banana e aveia.

Pensei logo em panquecas, mas, não havendo leite, estive para desistir da ideia. No entanto, acabei por testar com estes dois ingredientes, ou nunca iria saber.

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Parti a banana, para esmagar ao misturar com a aveia. Depois, juntei à frigideira já aquecida, um creme de cozinhar e distribui a pasta consistente até completar a frigideira. Quando senti que estava a ficar cozida e firme, virei. Diria que todo o processo durou cinco minutos.

Porque chocolate negro - com a maior percentagem de cacau possível - fica bem com tudo, parti em quadradinhos, que se derreteram. Para terminar, nada melhor do que canela.

São mais densas do que as típicas panquecas, e percebo que possam não ser para todos os dentes. Mas, para mim, o resultado não deixa dúvidas, são as melhores e mais simples panquecas que alguma vez fiz. Uma para cada um, acompanhadas de uma bela chávena de chá, foi o suficiente para encerrar a nossa tarde. 

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05
Out17

McDonald's, assim se faz um hambúrguer vegetariano


Leonardo Rodrigues

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Encerrei o meu último dia de praia com uma loucura, fui ao McDonald's testar a alternativa vegetariana aos hambúrgueres de carne e peixe. 

Há cerca de 6 anos que não comprava nada, além de um gelado, num restaurante da marca, devido à minha escolha alimentar. E fiz muito bem. Além da grande quantidade de sal que os produtos têm, este hambúrguer deixa muito a desejar. 

É muito engraçada a expressão que diz algo como: "ir ao McDonald's comer uma salada, é o mesmo do que solicitar a uma profissional do sexo um abraço". Contudo, se esta cadeia quiser captar o interesse deste segmento crescente, necessita de mais e melhores alternativas.

Como muitos dos males vêm por bem, decidi partilhar convosco uma das minhas últimas aventuras culinárias, um hambúrguer de quinoa e grão de bico. Mas claro que não podia ser feito apenas com estes ingredientes. 

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Ingredientes principais: quinoa, grão de bico, cogumelos frescos, cenoura, cebola, tomate, azeitonas pretas e milho doce. Temperos: caril, alho, pimenta preta, salsa, azeite e oregãos frescos.

Modus operandi: Cozer a quinoa, com o dobro de água, até evaporar completamente. Partir cogumelos frescos, cenoura, cebola, tomate em quadrados. Juntar milho doce, azeitonas e a quinoa cozida. Triturar a maior parte desta mistura, colocando uma pequena porção de lado - servirá para dar textura. Com a água bem escorrida, triturar o grão com salsa até ficar numa pasta bastante consistente. Por fim, é só colocar tudo no mesmo recipiente, adicionar os temperos, misturar e moldar os hambúrgueres. Vai ao forno a 180 graus durante sensivelmente meia hora.

Nota: eles ficam ligeiramente húmidos, mas, caso sintam que não tem uma boa consistência, podem sempre adicionar uma farinha à vossa escolha

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Desta vez, e por estar a ter mais atenção ao que como, servi com pão integral biológico do Lidl e uma salada de rúcula, espinafres, tomate e pinhões. 

A receita é versátil e, como tal, podem adaptar a vosso gosto, com os vossos ingredientes preferidos.

 

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22
Fev17

E que tal sushi vegetariano, com carne do monte?


Leonardo Rodrigues

Lembro-me perfeitamente daquela vez em que tive um jantar de sushi quase romântico. Só não o foi porque as minhas peças de sushi acabaram demasiado rápido. Afinal só haviam duas opções adequadas a mim e um restaurante depressa fica sem manga e abacate. A  realidade é que a cozinha pode sempre ser muito mais. O sushi pode ir além do peixe. E, melhor, pode ser feito com a carne do monte: os cogumelos. Recentemente  descobri uma receita deliciosa no site Olives for Dinner que decido agora partilhar.

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Tempo total: 1h30m| Cozedura: 90 min | Peças: 4/8

 

Arroz de sushi:

1 chávena de arroz para sushi
2 chávenas de água
1 colher de chá de vinagre de arroz
1 colher de chá de açúcar
1/2 colher de chá de sal

Cogumelos
2 chávenas de cogumelo cardo cortado em rodelas. Tire o topo, corte cada em 4 a 6 peças, e mergulhe em água morna por cerca de 20 minutos.
1 ovo
1 chávena de maizena 

Óleo

Molho
1/2 chávena de maionese
1 colher de sopa de sriracha -  molho de malagueta, alho, vinagre, sal e açúcar, a gosto.

Empratar

4 folhas nori torradas
4 colheres de sopa de sementes de sésamo preto(opcional)
1 abacate em fatias picadas

 

Modus Operandi

1. Uma vez cozido o arroz, temperar com vinagre de arroz, açúcar e sal. Deixar arrefecer.

2.Para fritar os cogumelos, coloque óleo em abundância numa panela em lume médio alto. Leva 5 a 7 minutos para que o óleo esteja pronto. Enquanto espera, coloque um quarto dos cogumelos no ovo e retire o excesso. De seguida coloque a maizena, suavemente pulverizada com as mãos.

3.Teste o óleo com uma pitada de maizena. Se chiar logo está pronto para fritar. Retire qualquer excesso e coloque a fritar até ficar dourado - não mais de 3 minutos. Coloque os cogumelos fritos em papel para drenar o excesso de óleo, enquanto repete o processo para os restantes cogumelos. 

4.Para montar os rolos, divida o arroz arrefecido em 4 porções. Cubra o tapete de sushi com com um plástico. Coloque uma folha de nori - lado brilhante para baixo. Humedecer os dedos com um pouco de água para evitar que o arroz fure. Em seguida espalhar o arroz uniformemente sobre uma folha nori, deixando uma pequena parte sem nada no topo. Polvilhe com uma colher de sopa de sementes de sésamo. 

5. Divida os cogumelos em 4 porções. Regue uma porção com o molho até uniformemente revestido. Com a extremidade sem nada distante de si, forme uma fina linha de cogumelos até ao lado mais próximo, adicionando um par de fatias de abacate. Enrole o sushi para longe, segurando o tapete firmemente, mas com cuidado.

6. Uma vez enrolado, sele o fim com água. Agora corte o rolo ao meio com uma faca muito afiada e depois cada metade em metades. Repita novamente se quiser servir 8 peças. Colocar os cogumelos que sobraram no topo.

7. Repetir processo para fazer outros 4 rolos. Finalizar com cebolinho picado.

 

Os produtos para fazer sushi podem ser encontrados, por exemplo, no Lidl - última vez que fiquei surpreendido num supermercado. Espero que este post sirva de inspiração e que permita muitos jantares a dois, mas mesmo só a dois, longe dos restaurantes. 

 

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Fotos e receita: Olives for Dinner

 

01
Fev17

Os vegetarianos não afastam a carne do prato


Leonardo Rodrigues

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Deveria ser um tema datado, mas, mesmo neste novo ano de um século que tudo prometia, temos de continuar a discutir tudo como se fosse novidade.

 

Há duas mãos cheias de anos, ainda no secundário, motivado por livros maravilhosos que me chegaram às mãos, decidi que iria abandonar por completo o consumo de carne. Até hoje, acho que foi das melhores decisões que tomei. Na altura não foi fácil, nem em casa, nem na escola. Tive que aprender a cozinhar aos 14 - era isso ou continuar a afastar a carne dos pratos.

 

Afastar a carne da restante comida é algo que me continuam a sugerir, as piadas - com frango, fiambre, McDonald's e até sexuais - são as mesmas e o escrutínio do vegetarianismo continua. Quem diz vegetarianismo, diz sofrimento animal, alterações climáticas e muitos etc's.

 

Pedem-me continuamente que argumente, nem sempre tenho vontade. Se vir que estão a partir de um ponto de vista trocista, muito menos. Há uma frase de OSHO que gosto muito e que, de alguma forma, sintetiza a razão principal para o vegetarianismo.

 

A vida deseja prolongar a si mesma; o animal não morre de boa vontade. Se alguém o matar, você não irá morrer de boa vontade.

 

Além de mortes pouco dignas, os animais, até à morte, são criados em condições deploráveis - danosas para o meio ambiente e para a saúde de quem os consome. Penso também que se deus quisesse realmente que a nossa alimentação incluísse a carne, para quem usa este argumento, a mesma seria inanimada, cresceria em árvores e não possuiria sistema nervoso central.

 

Não espero que o mundo mude de um dia para o outro nem impingir um modo de vida. Nada deve ser feito assim. Gostava apenas que houvesse respeito mútuo e que todos procurassemos opções mais conscientes, no que diz respeito à sua própria saúde e ao meio ambiente.

 

As opções e combinações são imensas, tanto em casa como fora - muitos restaurantes no Porto já oferecem francesinhas vegetarianas, imaginem só. Quanto ao preço, muitas vezes é mais barato. Mantenham-se curiosos e atentos a futuras receitas a publicar aqui no blog.

04
Jun16

Receitas para procrastinar: bolo de manteiga de amendoim em 1 minuto


Leonardo Rodrigues

Todos temos dias em que não nos apetece fazer nenhum. Curiosamente, nesses dias, o desejo por bolos, bolachas, chocolates e respetivos primos parece surgir em nós de forma mais forte. São o complemento perfeito para, depois de um cafézinho, uma manhã e uma tarde no sofá. Só com tremendas quantidades de glicose é que podemos acompanhar episódios de séries americanas que desistimos de ver. Hoje, como é o dia ideal para fazer estas coisas, fui à procura do meu consolo. Encontrei e é, claro, um bolo de caneca. Este é baixo em calorias, sabe maravilhosamente bem e, tal como o bolo de nutella, não precisa de farinha. 

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Ingredientes:

2 colheres de sopa de manteiga de amendoim

1 pitada de fermento

1 colher de sopa de açúcar

1 ovo grande

 

Modo de preparação:

Misturar todos os ingredientes até obterem algo de suave e uniforme. Colocar durante um minuto no microondas. Depois é só deixar o bolo arrefecer durante alguns minutos e desfrutar. Assim tão simples.

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Há quem considere que o bolo precisa ser um pouco mais doce. Se assim considerarem, que tal adicionar mel? Depois vou querer saber como vos correu, mas agora é hora de fazer nenhum e, quem sabe, regressar mais logo à feira do livro para aumentar o número de livros que tenho ali para ler. 

 

Receita e fotos: kirbiecravings.com

21
Mai16

Porto Tónico: Verão dentro dum copo


Leonardo Rodrigues

Provei recentemente, e pela primeira vez, o Porto Tónico. Não foi um qualquer, como os que se servem por aí a preço de ouro. Este tinha o verão lá dentro. Quando vi a bebida a ser preparada à minha frente nem conseguia falar, só observar. É belíssima, os aromas que se vão libertando também. Só pensava "verão dentro dum copo", o que é curioso. O verão é quente, a bebida é fresca. A associação só se pode dever ao facto de no verão precisarmos de coisas frescas, com cor, preferencialmente dentro de copos. Embora a foto não seja ilustrativa, visto haver pouca luz, espero que o modo de preparação vos permita entender. 

 

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Igredientes:

  • Limão
  • Laranja
  • Hortelã
  • Vinho do Porto branco seco
  • Água tónica
  • Paus de canela

 

Modo de preparação: Sou supersticioso com a ordem pela qual se colocam os ingredientes, por isso vou tentar explicar o que vi. Esmaguem a hotelã q.b - posso usar q.b como entender - , sem a desfigurar completamente, afinal os olhos comem primeiro. Depois, coloquem dois paus de canela dentro do copo e uma rodela de limão - parcialmente espremida. A isto segue-se a colocação do gelo. A quantidade vai depender do tamanho do copo, este, por exemplo, tinha 4 pedras. Quando o gelo estiver lá dentro, é hora de adicionar o vinho do porto e de ver nevoeiro - no verão, isto só melhora, eu sei. Depois do vinho, a água tónica, 50/50 é o ideal. Raspem um pouco de casca de laranja para lhe dar o toque final. Voilá. Repetiam o processo consoante o número de convidados.

 

Agora que já podem beber o verão, não se sintam gratos a mim, agradeçam ao Miguel do saliva.pt que me apresentou a bebida.

 

10
Mai16

Scones: ao pequeno almoço, ao almoço e ao jantar


Leonardo Rodrigues

Tenho um problema, quando descubro um prato novo nas minhas experiências culinárias, a minha tendência é continuar a confecioná-lo até estar perfeito, com pouco tempo de intervalo. Quando redescubro algo, a coisa processa-se da mesma forma. Recentemente, redescobri uma das maiores invenções inglesas de sempre: o scone. Onde? Na Gulbenkian, está claro. Acontece que esta situação trouxe dois problemas, para além do só estarem disponíveis depois das 16 - quero scones sempre, não só para acompanhar o Chá das Cinco - começou a ficar dispendioso estar constantemente a comê-los fora. Depois do bolo de bolacha que me ensinaram a fazer em criança e do bolo de Nutella aos 20 anos, tornou-se óbvio que, aos 21, teria de ser auto suficiente em scones. E consegui, à segunda tentativa.

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Eis os ingredientes:

  • 500g farinha
  • 1 colher de chá de sal (colocam mais e a vossa vida será muito triste)
  • 1 colher de sopa de fermento (cheia, bem cheia)
  • 5 colheres de sopa de açúcar (para os que, como eu, guardam os pacotinhos quando vão ao café, são 5 pacotes)
  • 40g de margarina (coloco sempre 60)
  • 1 chávena de leite (um pouco menos se possível)
  • 1 ovo (grande)

Modo de preparação (fotografar comida, nestes casos, não é crime punível nas redes sociais):

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Como todas as receitas que mais gosto, esta não poderia ser mais fácil. Ora, coloca-se a farinha, o sal, o fermento e açúcar num recipiente e mexe-se bem. Abre-se um furo para colocar o ovo e, com as pontas dos dedos, misturamos tudo. O mesmo com a margarina, que deve ser colocada em cubinhos. Para juntar o leite é fazer novo furo na farinha. Depois, é amassar o suficiente até ficarem com uma bola semelhante à da foto - muito pouco, portanto. Chegando a este passo é altura de pôr o forno a trabalhar a 200º e colocar a massa durante 10min no frigorífico. Findos os 10min, podem moldar os scones de três formas: com uma forma, colher de gelados ou com as mãos, escolho a última para lhes dar um ar interessante (ficam mais parecidos com os da Gulbekian). Colocar no forno durante 15min.

 

As quantidades que vos dei servem para fazer entre 12 a 16 scones, dependendo das vossas preferências no tamanho. Isto tudo, na melhor das hipóteses, fica-vos em 1.5€, o preço que pagariam fora de casa só por 1 com um pouco de doce. E, falando em doce, escusado será dizer que uso e abuso de doce quando como estas nuvens amarelas. Os de hoje - na foto -  fizeram-se acompanhar com doce caseiro, "importado" de uma aldeia em Leiria - estou a fazer pressão para conseguir a receita. 

 

Ah, Raquelina, Chic'AnaVânia e A. VenturaS, esta receita podem fazer que não traz remorsos semelhantes aos da Nutella. 

 

 

 

09
Mai16

Transformar Nutella em Sanidade Mental


Leonardo Rodrigues

Lembram-se de quando estive a trabalhar no Call-Center, O Monstro? Pois, talvez não, mas eu não me vou esquecer tão cedo, sonho com isso frequentemente, apenas não é pelo que todos pensam. Deixei de sonhar com as chamadas para começar a sonhar com bolos. Exausto no final de um dia de formação, há um ano, aprendi o segredo da sanidade mental: bolo de Nutella.

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Ovos e Nutella é tudo o que precisam para obterem a miragem acima! Apenas ovos e Nutella! Inicialmente pensei que se tratava de uma brincadeira de mau paladar, mas depois apercebi-me que a vida para fazer sentido não precisa de muito mais do que ovos e Nutella - não adianta fingir que de vez em quando não compram um frasco para o comer à colherada e que, por vezes, não existe mais nada para além de ovos para salvar o jantar.

 

Por ser segunda, nem me demoro mais antes de passar a receita.

 

Ingredientes:

  • 1 frasco de Nutella dos pequenos;
  • 4 ovos grandes

 

Preparação do dito cujo:

Bater bem os ovos até triplicarem de tamanho - boa sorte para fazer isto à mão. Colocar a Nutella no microondas durante 20 segundos para a tornar mais liquida. Depois é só envolver os ovos gradualmente na Nutella - nunca ao contrário - e mexer até que fique homogéneo. Antes de colocar a mistura no recipiente que vai ao forno não esquecer de o untar com margarina. No forno, só precisa de 20 a 25m a 180 graus - há quem defenda 15m, pelo que mais vale ficar atento. Após retirar do forno recomenda-se que fique a reposar durante 1 hora.

 

Confissão:

Podem simplesmente misturar a Nutella e os ovos até que fique uma mistura homogénea e levar ao forno durante 15m. Costumo comer assim que sai do forno, embora seja ainda melhor depois de ficar algumas horas no frigorifico.

 

Depois, voilá,  só têm de comer. Uma vez que isto suaviza a Nutella é compreensível que comam tudo de uma só vez. Se não forem de guardar remorsos, acompanhem com uma bola de gelado.

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Hoje, fruto deste sonho, pelas 7 da manhã, em vez de acabar os outros posts, já estava eu a escrever sobre Nutella nas notas do telemóvel. Pior do que isto é ter decidido que a partir de agora o blog passa a ter a categoria "Sabores". Salvem-se enquanto puderem!

 

Fotos: Kirbie's Cravings

27
Jan16

E o Mercado da Figueira?


Leonardo Rodrigues

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Mercado da Ribeira para aqui, Mercado de Campo de Ourique para acolá, e o Mercado da Figueira?

 

Há uns tempos, numa das minhas caminhadas, que me continuam a permitir encontrar sempre uma ruela nova, qual não foi a minha surpresa quando encontrei, não uma rua, mas um mercado novo. Curiosamente, o achado deu-se numa das praças mais importantes de Lisboa, por onde passo quase semanalmente, a Praça da Figueira.

 

Imaginem só se, com o meu passo acelerado de quem já só quer ir beber um último café e atirar-se num sofá, não tivesse olhado de relance para o lado esquerdo e encontrado aquela porta tão discreta que diz Mercado da Figueira. Se a minha surpresa com este mercado parecer desmedida, justifico-a com o facto de ser da Madeira e isto serve-me para justificar tudo.

 

Ainda assim, para ter a certeza e não refugiar-me na minha isularidade para justificar este post, perguntei a vários lisboetas, com já trinta anos disto, se conheciam o Mercado da Figueira. Sei que três não é uma amostra significativa, mas responderam-me que não, daí a quase obrigatoriedade deste post.

 

Depois de pesquisas feitas, tornou-se um conhecido. Este mercado nasceu duma iniciativa de feirantes, em 1755, naquilo que eram meras ruínas do Hospital de Todos os Santos - destruído no mesmo ano pelo terramoto que devastou a cidade. Tal foi o sucesso que em 1855 é construído um mercado coberto que, infelizmente, foi deitado abaixo nos anos 50, devido a uma catastrofe pior, Salazar, ups, Duarte Pacheco.

 

Enquanto os mercados da moda apostam num estilo chique industrial, este renasce pelas mãos da VARN, que decide manter muitos dos contornos originais, mais tradicionais, onde se fez apenas as adapatações necessárias para estar à altura das necessidades e exigências dos nossos dias.

 

À entrada, antes de chegarmos ao mercado prorpiamente dito, percorremos um corredor ladeado por garrafas, com o que de melhor se faz nos lagares portugueses. Corredor corrido, temos duas opções, a cafetaria à esquerda e o mercado, convenientemente adaptado a supermercado, à direita. O primeiro apelo é o visual, afinal quem vê caras não vê corações, primeiro vê-se a cara e só depois o coração. É um coração português, com produtos portugueses, cheios de qualidade, da fruta ao peixe.

 

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Cansado, muito passou-me ao lado, mas, na cafetaria, senti uma enorme tentação por me tornar diabético. Embora houvesse pão fresco e muitas sandes, foram os bolos que falaram comigo. Tudo tinha um ar acabado de fazer, quente, cheiroso, doce, e, quase mais importante que os adjetivos anteriores, barato. Vejam só que um menu com sandes, sumo natural e café fica a 1.95€. É de salientar que os sumos naturais, feitos com a fruta das bancas, vendem-se a 1€ e, podem, tal como eu, pedir para levar e continuar o passeio pela nossa belissima capital.

 

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Depois de comprar o meu caril no Martim Moniz hei de passar por lá muitas mais vezes, nem que seja para uma frutose fresquinha que me permita seguir calçada.

 

Em tempos em que poupar é palavra de ordem, porque não fazê-lo com qualidade?

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