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LEONISMOS

LEONISMOS

05
Out17

Há um chá que realmente ajuda a dormir


Leonardo Rodrigues

chá pukka

Vidas agitadas equivalem a cabeças agitadas. Infelizmente, levamos muitas vezes a agitação do dia para a cama, tornando-se difícil desligar.

É verdade que existem nas farmácias muitas soluções, umas mais naturais que outras. Em alguns casos, podem até causar habituação. Não é o caso do Valdispert, contudo, para este surtir efeito, há necessidade de tomar vários comprimidos, o que financeiramente não compensa. 

Há cerca de um ano, no ElCorte Inglês, descobri o chá Pukka Night Time. Ao contrário de muitos outros chás, além de flor de aveia, alfazema e camomila, que têm propriedades relaxantes, esta infusão tem o componente ativo do Valdispert, a raiz de valeriana.

Para retirarmos todas as propriedades destas saquetas mágicas, é recomendado infundir durante 15 minutos. Neste momento, este chá, associado aos tampões de cera, é o meu refúgio para noites mais tranquilas, e ininterruptas. O resto da família, excetuando a cadela que só tem crises amorosas passageiras, concorda. 

Por ter todos os componentes produzidos de forma biológica, custa um pouco mais do que o típico chá de supermercado. Feitas as contas, são 20 cêntimos por caneca, o que me parece um pequeno preço a pagar pelo descanso. 

 

Segue o blog: aqui

 

 

27
Set17

Não temos de comprar tudo biológico


Leonardo Rodrigues

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Há uma  consciencialização cada vez maior dos efeitos que a alimentação pode ter na nossa saúde. Sabemos que consumir alimentos processados, com açúcar refinado e gorduras saturadas faz mal, contribuindo para doenças cardiovasculares, obesidade e diabetes.

Há evidência científica que correlaciona o consumo de alimentos produzidos com pesticidas ao grande C. Acontece que a produção biológica continua a não ser acessível para todos os bolsos. 

No entanto, por ser uma boa tendência, e por haver cada vez mais procura, começa a haver muito mais oferta. O que é bom tanto para a nossa saúde, como para a do nosso planeta. 

Embora nem todos possamos comprar apenas biológico, podemos minimizar a quantidade dos pesticidas com "truques" simples como tirar a casca e lavar os alimentos com vinagre. Ou, se formos mesmo muito sortudos, fazendo crescer a nossa própria comida.

Segundo um estudo da EWG - Enviromental Working Group -, os seguintes alimentos, na sua lista anual, são considerados como mais limpos/seguros, mesmo quando não biológicos: milho doce, abacate, ananás, couve, cebola, ervilhas congeladas, papaia, espargos, mango, beringela, couve flor, meloa, kiwi, mamão e toranja.

Os menores vestígios de pesticidas explicam-se com a forma como crescem, a densidade da casca e a quantidade de pesticidas utilizada para este tipo de cultivo.

Cá em casa, acompanhado a crescente facilidade em adquirir produtos biológicos, uma boa gestão do orçamento e muita atenção aos preços, começamos a conseguir aumentar a fatia de biológicos consumidos, todos os meses. Lembrem-se que tendências de consumo definem o que será a oferta, baixando valores. 

 

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04
Ago17

É fácil ser agricultor num apartamento, sem terra - IKEA DIY


Leonardo Rodrigues

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Enquanto menino do campo, quer com vontade ou a contra gosto, estive sempre ligado à agricultura.

Ajudava a minha avó quando era mais novo, mesmo sem perceber os meandros da coisa, já que isso me fazia sentir um dos "grandes". Mais tarde, o meu contacto com a terra resumiu-se a plantar uma árvore no jardim que ficava atrás do meu quarto, já que preferia andar com a cabeça nos livros.

Com a vinda para a cidade, achei que cultivar passava a ser uma coisa distante, pelo menos enquanto não tivesse a minha porção de terra. E, mesmo tendo, ocuparia uma parte significativa do meu tempo.

Estava errado. Para começar, não há necessidade de haver terra para se cultivar. Há necessidade de 3 coisas, água, nutrientes e luz - que pode não ser solar, mas LED. Ao cultivo feito desta forma, chama-se hidroponia.

Existem muitos vídeos que explicam como fazer o nosso próprio sistema de cultivo, mas encontrei um bastante acessível à maioria na gigante sueca IKEA. Chama-se VÄXER e, até ao momento, permite cultivar 9 espécies de plantas comestíveis. 

Lembrem-se da lição mais importante de todas, crescer a nossa própria comida é como crescer o nosso dinheiro. E podemos, em qualquer casa, começar a fazer por isso. 

Poderia explicar passo a passo, mas a IKEA tem um vídeo bem melhor do que mais parágrafos:

 Eu segui os passos, assim:

 

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Como cá em casa temos muita luz natural, não comprei os LED's - o mais caro. Poupei dinheiro, gastei quase 30 euros, e as plantas cresceram na mesma. Ora vejam.

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Espero que se sintam inspirados em meter mãos à obra, já que não suja nada. Ah, e que acompanhem o blog no Facebook, o que também não suja nada.

 

 

 

06
Mar17

Mértola, para sempre


Leonardo Rodrigues

Há uns tempos dei continuidade ao meu projeto de descoberta do sul. O objetivo era novamente Albufeira, mas, desta vez, com um twist. Este twist traduziu-se em muitas novas estradas e localidades com nomes difíceis de memorizar. Por questões práticas, motivados pelo acaso e pelo cansaço, sentimos necessidade de pernoitar em Mértola.

Este nome, como tantos outros, devido à minha insularidade, não me disse nada. Chegámos pela noite com o objetivo de todo o viajante após horas de estrada, comer. O único restaurante disponível para nos receber àquela hora foi o restaurante Muralha. Com pão, sopa, prato principal e o jarro de vinho que acompanha estas andanças, os 5 maravilhosos conseguiram jantar bem por 10 euros cada. 

Eu digo que quando bem se come, bem se deita, mas no nosso caso foi apenas escolher onde deitar. Tínhamos duas opções viáveis: Beira Rio e Hotel Museu. Porque o segundo era mais novo e quente que o primeiro e como ele sofre com o frio, a escolha estava feita. O nome cumpre-se apenas na medida em que existe uma ruína romana no seu interior devidamente preservada. Recordo-me de ter feito uma cena pacífica na receção, que era mais um pedido desesperado, para garantir que o nosso quarto tinha uma vista igual à das fotografias.

De malas desfeitas, saímos para a noite de Mértola que se resumia ao bar Lancelot. O bar descreve-se numa palavra: hipster. As luzes são coloridas e as paredes pintadas com arte. Ali, essencialmente, conversa-se sem consciência das horas, com a companhia de álcool e baralhos de cartas enormes. Escolhemos o UNO e eu tentei resgatar as regras inventadas na adolescência que me tornaram o inequívoco vencedor.

Durante a noite a vila não nos disse muito, até riscámos o carro devido à estreiteza das ruas.

Para mim o mais impactante de Mértola, e daí o para sempre, foi lá acordar. Acordar naquele quarto em específico do Hotel Museu, onde bastou-me meter a cabeça fora da janela para estar no calmo Guadiana, assim, sem por nem tirar. A vista persegue-me desde então, a água que reflete as margens estreitas, a névoa lá ao fundo, as canoas coloridas. O silêncio imenso. Tudo coisas que fazem o rural que há em mim pensar em não regressar a Lisboa, desde que pudesse manter a mesma companhia. 

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Enquanto primeiro a acordar, coube-me ir explorar a vila sozinho. Prescindi do pequeno almoço no hotel, embora só custasse 6 euros, para descobrir o que lá havia. Afinal, após ter aberto a janela senti-me logo motivado a sair para fotografar e, claro, beber o café que me mantém vivo. Como em todas as viagens para fora, compreendi que o meu dinheiro vale mais do que em Lisboa. A moeda é a mesma, mas os preços têm bom senso.

 

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Depois de inspirarmos o ar puro tivémos de seguir viagem, com direito a paragens por Alcoutim e Cacela Velha, até Albufeira. Mas é Mértola e a suas vistas que continuam a insistir voltar à memória.

 

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27
Fev17

Casa mais Sustentável com a IKEA - Passatempo


Leonardo Rodrigues

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É da cidade e pensa que não pode e não sabe cultivar? Isso há muito que não é problema, basta ir à internet e retirar umas ideias. Mas, caso prefira encontrar ideias à moda antiga como eu, através de um livro de papel, também é possível e a IKEA tem a solução, chama-se Cultivar em Família.

Cultivar em família é um livro cheio de imagens e DIY, com inspiração para tornar qualquer um em agricultor. Tal como cozinhar, cultivar nem sempre é para estimular o palato, podem também ser para lavar os olhos ou perfumar a casa. Este livro, para toda a família, tem tudo lá dentro: como cultivar batatas num saco, fazer crescer flores em água, cultivar em garrafas penduradas - ou noutra coisa qualquer - , diário de plantas, receita de gelado de brócolos, enfim, é só escolher. 

No meu passeio de hoje pela loja, lembrei-me que seria uma ótima ideia oferecer uma cópia deste livro aos leitores e futuros leitores do blog. Para se habilitarem a ganhar o livro só têm de fazer o seguinte:


1 - Gostar da minha página, aqui;
2 - Colocar gosto na publicação deste post;
- Comentar a publicação com o ingrediente que não pode faltar na cozinha.

Fim do passatempo: 11-3-2017

Vencedor: Victor Isidóro

Nota: este passatempo não é feito em parceria com a IKEA;  a cada participante é atribuído um número que depois, através do random.org, é escolhido aleatoriamente.


05
Dez16

É bom dar, quando se pode


Leonardo Rodrigues

Há quem diga que natal deve ser todo o ano. Que devemos tratar sempre todos com respeito e amor, não há dúvidas. Dar a quem não conhecemos, constantemente, não é fácil, arriscaria impossível. Temo-nos a nós e aos nossos primeiro. 

Existem campanhas a decorrer constantemente. Em Lisboa fica difícil encontrar um sítio onde não estejam a tentar chegar-nos à carteira. As motivações não são as mesmas: é o cartão do Barclays, a campanha contra o cancro e também aquela para os patos rastejantes da Antártida. Cansa. Nem sempre tenho disponibilidade para ouvir, digo não obrigado e sigo, perdido com as minhas coisas.

Este sábado fui comprar os ingredientes necessários para um almoço digno de menu de restaurante, e um voluntário do banco alimentar abordou-me. Nem ouvi, dei a minha resposta de sempre e segui. Tive de passar por duas pessoas para perceber de que se tratava.

Estaremos demasiado habituados a dizer não que não sabemos quando dizer sim?

Voltei atrás e pedi um saco. Usei metade do dinheiro que tinha levantado para o nosso almoço e a outra metade para comprar, de forma inteligente, o que vai permitir várias refeições a alguém.

Aquece-me o coração a ideia de que, mesmo que não possa contribuir constantemente, esteja a ajudar a colocar comida numa mesa, algures. Já precisei de ajuda e tive alguém que me estendeu a mão, ergueu um teto e um prato quente.

Se nos arranjam datas em que é mais fácil dar, porque não?

 

29
Nov16

A empregada sabotou o dia em que eu conheci os pais


Leonardo Rodrigues

A primeira vez deixa-nos com os nervos à flor da pele, mexe com os intestinos, faz pulsar a veia da testa e, se for o caso, pode doer. Isto para a maioria das primeiras vezes. Quando conheci os pais dele deveria ter sido assim, mas a verdade é que nem tive tempo para pensar na grandiosidade da coisa até estar sentado, primeiro a respirar, depois a jantar. Estive demasiado ocupado a ser eletrocutado pela adrenalina.

Para o aniversário, ele decidiu fazer um jantar com os pais. Eu, enquanto namorado fofo e boa dona de casa, prontamente me propus a cozinhar. Queria, mesmo fora de água, sentir o conforto da cozinha. Quando chegou o dia ainda me tentou com a ideia do restaurante, mas não deixei. Ele ia trabalhar, a Fátima fazia as limpezas semanais e eu tornava o jantar possível. Parecia simples.

Estando de folga, dormi até às quinhentas, iludido pela simplicidade da vida. Levantei-me para ir fazer as compras e, como tinha tempo, decidi que ia comprar, comparar e comprar mais no Lidl, Pingo Doce e, para ter a certeza, Continente. Como estavam todos tão próximos, porque não? Fiquei quatro horas a passear sacos de um lado para outro, sempre com a ideia de que a empregada estava a fazer a sua magia.

Quando regresso a casa vi tudo como deixámos, até o pacote de Tuc se estava à vista de todos na mesa da sala. A Fátima não tinha feito magia. Embora tenha vasculhado a casa para perceber se tinha acontecido alguma coisa à mulher, não precisei de gastar mais neurónios para perceber que estava por minha conta.

Coloquei os calções mais curtos que encontrei, agarrei no aspirador como se a minha vida dependesse de matar o pó, lavei loiça, esterilizei a casa de banho, dobrei roupa e escondi coisas que não têm sítio fixo dentro dos armários.

Ele apanhou-me a 2/3 do desmaio. Com um sorriso na cara, contou-me que a empregada decidiu ir à segurança social e, como aquilo demora, achou melhor passar lá em casa no dia seguinte. 

Cozinhei para as 10 pessoas, as crianças comeram tudo, os adultos elogiaram, rimos muito. Portei-me bem e senti pertença. Mesmo que alguma coisa não seja, temos uma fotografia que vai ficar para sempre e que me faz sorrir.

No que diz respeito à Fátima, arranjei forças para perdoar-lhe porque no dia seguinte ela compensou com uma sopa sublime. Agora que ela vai para Londres de férias, eu vou aperfeiçoar as minhas sopas, assim reduzimos a nossa dependência e, com sorte, ela percebe que não me pode deixar à beira de novo ataque prozac sem aviso.

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 Imagem: A Criada Mal Criada

28
Nov16

Sugestões para Oferecer este Natal (não custam, mas agradam os olhos)


Leonardo Rodrigues

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O Natal é muito mais do que os presentes materiais que se dão, mas é inegável que também fazem parte. Se, à semelhança de mim, estiverem a esticar o subsídio de Natal e o crescimento da família vos traz pensamentos de políticas anti-natalidade, tenho algumas sugestões. Aqui consta a lista de algumas das coisas que vou oferecer aos meus outros e onde vou comprar. 

O Mantra

Não é uma loja, é mesmo um mantra. Repitam comigo: Este Natal não vou comprar meias nem chocolates, muito menos me desgraçar. 

 

 

 

Odisseias

Haverá melhor presente do que uma experiência? De hotéis a restaurantes, as experiências Odisseias variam entre os 14,99 e os 174,90 euros. Existe uma opção perfeita para todos, o tio que sonha saltar de um avião, a sobrinha que quer ser fotógrafa e a mãe que precisa de ser internada num SPA. Este natal decidi que, para além dos miminhos que vão resistir ao tempo, hei de oferecer à minha cara metade uma experiência para dois. odisseias.jpg

 

Bairro Arte

Nesta loja encontram-se os presentes pouco convencionais, que fazem as delícias dos mais exigentes. Não são de luxo, mas têm o seu quê de exclusivo. Se fossem mais baratos penso que teria a loja em casa. Elegi vários artigos.

 

Projetor Smartphone (21,99€) - Sem necessidade de fios ou bateria, este projetor de cartão permite tornar qualquer parede, por intermédio de um telemóvel, numa tela de cinema.

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Mapa raspadinha (17,99€) - enquanto aspirante a viajante profissional, considero este um must have - estou a ter dúvidas se esta lista é mesmo para os outros. Não se riscam destinos, descobrem-se e depois raspa-se a descoberta no mapa. 

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Caneca Monstro (13,90€) - Para fazer as delícias dos mais novos e limitar o seu consumo de bolochas, que tal esta caneca?

 

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FNAC

Na Fnac, além do que já se sabe, relembro que podem encontrar os cadernos que para meio mundo são os melhores: Moleskine. Existem em cada vez mais cores e parecem-me o presente ideal para os criativos das nossas vidas. Os blocos de notas começam em 1,97€.

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Bertrand

Na loja de cima também podem comprar os livros, eu sei. Porque estaria eu a recomendar comprar livros noutra? Bem, é na Bertrand que continuo a acumular euritos no meu cartão de leitor - nunca tive coragem de fazer o cartão FNAC. O segundo livro desta trilogia de Mia Couto já está nas prateleiras e recomenda-se. Este Natal vou oferecer o Livro 1 (18,80€) e o 2(18,80€) a um casal.

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IKEA

A multinacional sueca tem vindo a reforçar a sua presença em todo o país e tem (quase) tudo para todos os bolsos. Decoração de parte, encontrei um peluche ótimo para as crianças mais novas, e que constaria na minha lista de natal se não achasse que a minha idade já passou. É um peluche e um fantoche e compra-se com 5 4,99 euros.

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Se estiverem por lá, pensando também nos adultos, que tal oferecer flores que durem mais do que uma semana? O IKEA tem outra resposta a custar 4,99€.

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Se não quiserem comprar nada daqui para oferecer aos vossos, podem inspirar-se nesta lista para me presentearem. Boas compras, boas prendas, boas festas!

 

 

 

 

 

 

 

15
Set16

Sugestão: Esta é a minha cidade e eu quero viver nela


Leonardo Rodrigues

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A cultura está cada vez mais acessível, só temos de lhe dar atenção. Naturalmente que quando é grátis, o ímpeto de irmos ao seu encontro é maior. Ontem, por felicidades que o destino me traz às mãos, tendo eu planeado ficar por casa, o telefone toca e lá ele me diz: tenho convites para uma peça no D. Maria às 21, vamos? Mesmo sem saber para o que ia, aceitei.

No teatro, vibrei quando descobri que estávamos prestes a ver Esta é a minha cidade e eu quero viver nela, não fosse Lisboa ser a minha cidade e não querer viver em nenhuma outra. Ao me aperceber que não seria em sala, mas nas ruas de Lisboa, sem pausas, o entusiasmo esmoreceu. Contudo, agarrei-me à promessa de Joana Craveiro: "nunca mais a vão ver da mesma forma".

Três horas depois, a promessa foi totalmente cumprida. Mesmo que se olhe com os mesmos olhos, ver-se-ão ruas, prédios e eventos diferentes, que aconteceram e não retornarão de outra forma. As ruas e as suas esquinas renovam-se com as histórias velhas. Os prédios que, mesmo de uma beleza extraordinária que já quase não conseguimos ver, passam a ser notados. As vidas dos que outrora os habitaram renascem pela voz destes extraordinários interpretes, ora na pele de uma prostituta, ora na de uma grande senhora.

Neste espetáculo volante é construída a ponte entre o que foi e o que é, levando-nos a encarar de frente a morte do que era a nossa cidade antes da invasão dos turistas, das bicicletas e os primos tuk tuk. Afinal, a História tornou-se morada de hostels e airbnb - os únicos que se conseguem manter de pé.

Não me sinto no direito de revelar mais, mais deixo-vos com página do espetáculo e convido todos os lisboetas a redescobrir a cidade nestas viagens únicas, que se realizarão de Quarta a Sábado pelas 21:30 - até 24 de setembro.

 
 
10
Mai16

Scones: ao pequeno almoço, ao almoço e ao jantar


Leonardo Rodrigues

Tenho um problema, quando descubro um prato novo nas minhas experiências culinárias, a minha tendência é continuar a confecioná-lo até estar perfeito, com pouco tempo de intervalo. Quando redescubro algo, a coisa processa-se da mesma forma. Recentemente, redescobri uma das maiores invenções inglesas de sempre: o scone. Onde? Na Gulbenkian, está claro. Acontece que esta situação trouxe dois problemas, para além do só estarem disponíveis depois das 16 - quero scones sempre, não só para acompanhar o Chá das Cinco - começou a ficar dispendioso estar constantemente a comê-los fora. Depois do bolo de bolacha que me ensinaram a fazer em criança e do bolo de Nutella aos 20 anos, tornou-se óbvio que, aos 21, teria de ser auto suficiente em scones. E consegui, à segunda tentativa.

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Eis os ingredientes:

  • 500g farinha
  • 1 colher de chá de sal (colocam mais e a vossa vida será muito triste)
  • 1 colher de sopa de fermento (cheia, bem cheia)
  • 5 colheres de sopa de açúcar (para os que, como eu, guardam os pacotinhos quando vão ao café, são 5 pacotes)
  • 40g de margarina (coloco sempre 60)
  • 1 chávena de leite (um pouco menos se possível)
  • 1 ovo (grande)

Modo de preparação (fotografar comida, nestes casos, não é crime punível nas redes sociais):

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Como todas as receitas que mais gosto, esta não poderia ser mais fácil. Ora, coloca-se a farinha, o sal, o fermento e açúcar num recipiente e mexe-se bem. Abre-se um furo para colocar o ovo e, com as pontas dos dedos, misturamos tudo. O mesmo com a margarina, que deve ser colocada em cubinhos. Para juntar o leite é fazer novo furo na farinha. Depois, é amassar o suficiente até ficarem com uma bola semelhante à da foto - muito pouco, portanto. Chegando a este passo é altura de pôr o forno a trabalhar a 200º e colocar a massa durante 10min no frigorífico. Findos os 10min, podem moldar os scones de três formas: com uma forma, colher de gelados ou com as mãos, escolho a última para lhes dar um ar interessante (ficam mais parecidos com os da Gulbekian). Colocar no forno durante 15min.

 

As quantidades que vos dei servem para fazer entre 12 a 16 scones, dependendo das vossas preferências no tamanho. Isto tudo, na melhor das hipóteses, fica-vos em 1.5€, o preço que pagariam fora de casa só por 1 com um pouco de doce. E, falando em doce, escusado será dizer que uso e abuso de doce quando como estas nuvens amarelas. Os de hoje - na foto -  fizeram-se acompanhar com doce caseiro, "importado" de uma aldeia em Leiria - estou a fazer pressão para conseguir a receita. 

 

Ah, Raquelina, Chic'AnaVânia e A. VenturaS, esta receita podem fazer que não traz remorsos semelhantes aos da Nutella. 

 

 

 

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