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LEONISMOS

LEONISMOS

27
Abr17

a tiny house é a minha casa do futuro


Leonardo Rodrigues

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Para mim, existem ideias que mudam ao ritmo da luz. Outras que persistem, ficam mais fortes e tornam-se obsessões. O YouTube e a Internet não me têm ajudado com isto. Hoje vou falar-vos de um movimento que, embora tenha ganho força nos últimos anos e conquistado o meu coração, ainda não conquistou Portugal, as Tiny Houses.

Tiny, traduzido, dá conta de algo muito pequeno. É verdade. É igualmente verdade, e bem popular, que menos é mais. O tamanho e quantidade das posses não têm de ser as métricas do sucesso.

Estar na casa dos vinte, com um trabalho que paga assim assim, e ter vontade de ter um espaço próprio, parece uma vontade tola, apenas possível com arrendamento. Assim mo dizem. Acontece que, sempre detestei a ideia de pagar para estar num sítio que não é, nem será, meu. Pior, à mínima falha, deixa de me abrigar. Nas cidades, a maioria está neste barco, enquanto o mercado de arrendamento a preços absurdos prolifera. A alternativa é reduzir.

Reduzir não tem de ser comprometer. Implica apenas que façamos a seguinte questão, de que é que eu preciso para viver bem? Vamos todos dar respostas diferentes. Mas já que aqui estão, partilho as minhas prioridades numa casa. Necessito que esteja termicamente bem isolada e de uma boa exposição solar. Nessa casa, o design tem de ser fluído, com poucas paredes e que a permita ser sustentável. E, por fim, a dita necessita de uma boa cozinha, uma cama enorme, sofá confortável e onde pôr as plantas que tenho acumulado. 

Se ele tiver coragem de o fazer comigo, o sonho terá de se expandir com um roupeiro gigante. Quiçá, por baixo da cama, a qual se chega com uma escada de biblioteca?

A realidade é que estes meus "caprichos" não têm de ocupar mais do que 25m2. Não é necessário. Muito menos que seja apenas uma divisão. Existem formas inteligentes de conseguir ter divisões pequenas e espaçosas. É paradoxal, mas a realidade é que o espaço nas nossas casas encontra-se subaproveitado. Paredes desnecessárias e móveis grandes monofuncionais são dois exemplos. Funcionalidade é a palavra de ordem se quisermos reduzir com elegância no contexto do lar. 

Quando o momento de ter a minha tiny house chegar, confesso que não deverei implementar o conceito num apartamento em Lisboa. Se for viável, deverei comprar um terreno com uma distância financeira de segurança da cidade.

Afinal de contas, começar do zero pode ser mais barato, com opções que vão do contentor marítimo, à casa com rodas, ao eterno pré fabricado. Estas novas e velhas alternativas, assustariam mais se não houvesse criatividade, Internet e empresas como a IKEA.

As tiny houses e a filosofia por detrás das mesmas, por agora, exercem uma influência enorme nos meus leonismos. Mas, como a minha casa está apenas na cabeça, deixo-vos com alguns vídeos aliciantes e convido-vos a imaginar comigo, com exemplos de outros.

Sigam, ainda, o blog no Facebook e Instagram.

Foto: The Little Cabin Company

 

 

09
Nov16

"But Nobody Likes Trump" (OPINIÃO)


Leonardo Rodrigues

"But nobody likes Trump", foi isto que ouvi há dois meses da boca de uma filha de emigrantes portugueses nos EUA, com seis anos, enquanto desfrutava de uma combinação de gelado de meloa e gengibre na Gulbenkian. Pensei em escrever sobre este episódio, mas pareceu-me tão irrelevante como especificar o sabor do gelado. Limitei-me a elogiá-la na altura.


Parece razoável dizer que sobrestimámos todos a ambiciosa tangerina laranja com cabelo de golden retriever - uma das melhores coisas que ouvi no decorrer desta eleição. Inicialmente era só uma brincadeira e nunca se os late night shows conseguiram piadas tão boas. A brincadeira foi-se tornando cada vez mais séria, até que hoje acordámos todos de ressaca.


Ouvi logo que acordei: “não vais gostar de ver o que está a acontecer.” Não gosto, custa-me que alguém goste e os motivos questionáveis por detrás desse contentamento.


Foi apregoando desumanidade que venceu. Por isso, esta vitória, é uma preocupação que nos diz respeito a todos, não apenas pelo mercado de capitais, mas pela economia dos valores e direitos que pode regredir.


Embora o voto popular seja de Clinton, não se pode esquecer que a outra metade da América decidiu queimar o voto por alguém pouco transparente, com um discurso baseado na mentira, desconfiança e ódio.


Analisando em detalhe, é muito difícil que alguém que deixou a cruz para Trump não tenha sido, de alguma forma, alvo das suas ofensas. Recuando a 1998, cito-o: “Concorreria como republicano. São o grupo de eleitores mais estúpidos do país. Acreditam em qualquer coisa que passe na FOX News. Eu poderia mentir que eles mesmo assim engoliriam. Aposto que os meus números seriam fantásticos.” Ele estava certo.

Hoje tornei a foto do meu perfil pessoal preta e legendei com “RIP America”. Para alguns isto pareceu exagerado, mas é apenas uma forma simbólica de mostrar luto, solidariedade para com os bons princípios dos americanos e do mundo. Globalização e Americanização são quase o mesmo. A América perdeu e o Mundo também.

Hillary Clinton, ainda assim, deixa-nos esperançosos: "Esta perda dói. Mas, por favor, nunca parem de acreditar que lutar pelo que está certo vale a pena. Vale sempre a pena."

E para terminar ainda em melhor tom, cito um comentário cheio de esperança que encontrei: “Nós não fugimos, não nos escondemos, não nos mudamos para o Canadá, nem Narnia nem Middle Earth, - reagrupamos, organizamos e voltamos dentro de quatro anos. Certo?”

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04
Jul16

O mundo sobre rodas de Craig e Lauren - Entrevista (com fotos)


Leonardo Rodrigues

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Escreve-se mal acerca da tecnologia e do que a mesma fez às nossas relações. O que esquecemos, muitas vezes, é que somos nós que detemos o controlo sobre estes meios de ligação ao mundo. As imagens sempre me fascinaram e deus sabe como abundam na internet, especialmente em plataformas como o Instagram. Foi por isso que, há 3 anos, me juntei a esta grande comunidade. Houve retorno. Partilhei momentos que decidi congelar e vi os de outros, de todos os cantos da Terra. Para além de me cruzar com imagens que me fizeram parar durante minutos, de expandir os meus horizontes e de ver o mundo antes de o visitar, conheci gente maravilhosa como o Craig e a Lauren. Este casal percorre o mundo numa carrinha, não levam a casa às costas, mas, sim, sobre rodas. Falei com eles e, garanto-vos, as fotos não mentem, são quem mostram ser: duas almas livres com sede de viver com todos os sentidos. As apresentações estão feitas, só falta ler a nossa conversa. 

 

Leonardo Rodrigues: Em poucas palavras, quem são vocês?

Craig e Lauren: Nómadas a explorar o mundo.

 

LR: Antes de irmos ao tema das viagens, como é que vocês os dois se conheceram? Foi amor à primeira vista?

C&L: Conhecemo-nos há cerca de 10 anos atrás, num restaurante italiano onde trabalhávamos os dois. Não foi amor à primeira vista, éramos apenas amigos de trabalho. Foi então que o Craig decidiu ir viajar com um colega enquanto eu fiquei a trabalhar. Quando voltou, 5 meses depois, para juntar dinheiro para outra viagem, tornamos-nos ainda mais amigos e as coisas fluíram a partir daí.

 

LR: Quando é que decidem que estariam melhor na estrada e começam tudo isto?

C&L: Eu queria ter tentado viajar antes com amigos, mas estes cortaram-se sempre, o Craig ficou com o bichinho das viagens após a viagem com o amigo. Juntos decidimos ir para a Austrália, onde poderíamos viajar e trabalhar. Desta forma iríamos ter também a possibilidade de ver a Ásia com o dinheiro ganho. Acabámos por nos ausentar durante vários anos.

 

LR: Como é que conseguem manter este estilo de vida?

C&L: Nós geralmente trabalhamos como empregados de mesa ou de balcão durante 6 meses até um ano, amealhamos e depois gastamos o dinheiro em experiências. Poupámos imenso de forma a comprar uma carrinha para habitar, uma vez que isto significa que não teremos de pagar hotel. Para além disto, podemos sempre vender a carrinha quando terminada a experiência.

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LR: Durante os últimos oito anos vocês estiveram um pouco por todo o lado e aposto que, mais do que os sítios fantásticos que vemos nas vossas fotografias, conheceram grandes pessoas. Quem é que teve o maior impacto em vocês? Há alguma história que guardam convosco?

C&L: A maior parte das pessoas memoráveis que conhecemos são pessoas que se cruzam connosco nos sítios onde vamos trabalhando. Fizemos grandes amigos. O nosso patrão na Nova Zelândia tinha uma idade próxima da nossa e por isso demo-nos muito bem. Tivemos muita sorte, foi graças a ele que tivemos tantas experiências dignas de nota por lá: ele levou-nos para a sua casa de Lago, em Taupo, onde pescámos pela primeira vez e nadámos em águas claras como o cristal. Ele costumava emprestava-nos o seu carro para as roadtrips que fazíamos nos dias de folga e ainda chegou a convidar-nos a ficar com os pais no campo. Ajudámos a alimentar bezerros e dormimos numa cabana remota. E ainda levaram-nos a caçar.

 

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LR: Qual o vosso truque para planear as viagens?

C&L: Eu faço todo o planeamento e o Craig fica encarregue de conduzir. Geralmente passo os olhos pelo Lonely Planet e escrevo todos os locais que quero visitar, seguido de uma pequena descrição. Depois desenho um mapa e marco onde estes locais se situam, o que me dá uma ideia mais clara sobre a melhor rota a utilizar. Também costumo encontrar fotos no Pinterest, blogs e Instagram de sítios que gosto, que adiciono a este meu mapa.

 

LR: Quando olho para o que fazem vejo apenas uma pequena desvantagem: quando estão na estrada só se têm um ao outro. Costumam chatear-se? Como lidam com isso?

C&L: Sim!!!! Enlouquecemos! *risos* Levamo-nos à loucura constantemente, mas estamos enfiados numa carrinha e não há nenhum outro compartimento para onde possamos ir e amuar, então temos de engolir e seguir em frente. Os pontos altos definitivamente compensam os baixos, a verdade é que estamos bem a maior parte do tempo.

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LR: Diriam que viajar tornou-vos mais fortes enquanto casal?

C&L: Sim. Antes de começarmos a viajar só estivemos juntos durante um ano, depois passámos a estar juntos 24/24. Na maioria dos nossos empregos temos horários e folgas compatíveis, por isso não há pausas um do outro, gostamos assim. Em alguns trabalhos tivemos horários diferentes e isso foi um pouco estranho. Somos uns sortudos por gostarmos tanto da companhia um do outro.

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LR: Ponderam ter uma vida dita normal, criar raízes, ter filhos e essas coisas?

C&L: Talvez no futuro. Estamos a ficar mais velhos. À medida que o tempo passa começamos a preferir gastar mais dinheiro num quarto confortável quando estamos em "modo backpacking”. Em tempos, chegámos a ficar em sítios horripilantes, agora prezamos mais o conforto. Adoraríamos uma casa simples de campo, com apenas um pedaço de terra e uma cabana ou até mesmo viver num daqueles contentores de transporte. Sabemos como manter um estilo de vida minimalista e não precisamos de excessos. Gostaríamos de poder cultivar os nossos próprios vegetais, de ter galinhas, vacas e um cão - mais do que uma criança nesta fase das nossas vidas. Seria ótimo ter uma base destas que nos possibilitasse fazer viagens mais curtas e saber que temos sempre um sítio fixo para onde regressar, quando regressamos a casa.

 

LR: Qual a fotografia que tem a melhor história ou qual a história que tem a melhor fotografia?

C&L: É muito difícil escolher apenas uma fotografia, mas diríamos que é a que tirámos ao estacionar junto de um fiorde na Noruega. Tínhamos uma vista incrível da nossa carrinha e abrimos as portas traseiras para relaxar, uma vez que íamos passar lá a noite. Um navio de cruzeiro enorme passou pelo fiorde com centenas de pessoas a bordo, enquanto estávamos a desfrutar daquele cenário só nós os dois, de borla. Foi uma sensação maravilhosa.

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LR: Podem deixar umas palavras de encorajamento para os aspirantes a viajantes?

C&L: Todos podem viajar como nós. Não temos empregos altamente remunerados, nem recebemos dinheiro dos nossos pais. Muita gente pergunta como conseguimos, quando na realidade toda a gente pode, só têm de tomar a grande decisão de perseguir os vossos sonhos. Comprem uma carrinha, explorem o selvagem, façam caminhadas, nadem, conduzam e repitam. Só têm de gerir bem o dinheiro. Se gostarem muito de frequentar bares a experienciar a vida citadina hão de estar no voo de regresso a casa em pouco tempo ou constantemente a trabalhar e a não ver nada do país de forma a pagarem essa forma de estar.

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LR: O que podemos esperar de vocês em breve?

C&L: A nossa fantástica viagem aos Estados Unidos, claro. Temos até Outubro ou Novembro para chegar à Florida, vai ser uma viagem e pêras. Atualmente estamos a desfrutar das montanhas do Alasca e da sua vida selvagem abundante. Temos uma longa viagem pela região selvagem do Canadá, a caminho das Rocky Mountains. A partir de lá, vamos reentrar nos EUA e explorar o Parque Nacional de Yellowstone, desertos de rocha vermelha e cidades remotas. Eventualmente chegaremos à Florida solarenga, que serve de casa para o peixe-boi, flamingos e crocodilos. Viajamos maioritariamente para experienciar a vida selvagem e a natureza, por isso esperem muitas fotografias bonitas das nossas caminhadas e inspirar pessoas a uma vida numa carrinha.

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Instagram: https://www.instagram.com/nonstoptravelling/

Blog: https://nonstoptravelling.wordpress.com/blogs/

22
Jan16

A ver: Os despojos do dia


Leonardo Rodrigues

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Ontem foi dia, mais noite, de estar presente na inauguração da mais recente exposição de um grande amigo meu, o fotógrafo Rui Dias Monteiro, intitulada "Os despojos do dia".

 

Embora já conhecesse muito do trabalho do Rui e também já tivesse tido privilégio de caminhar e conversar com ele enquanto fotografava, só agora é que julgo ter entendido verdadeiramente o porquê de ele fotografar o que os outros deixam ficar, os despojos.

 

Ele vê e capta aquilo que nós muitas vezes já não somos capazes de ver, tanto que as coisas se repetem, tanto que as deixamos esquecidas. E, sem lhes dar valor, apelidamo-as de lixo. Isto aplica-se tanto à nossa capital, como ao local onde esta sequência foi capturada, Cabo Verde, como ao mundo.

 

O olhar meditativo do Rui só vem a provar novamente que menos é mais. Ele sabe-o e as suas fotos, na sua simplicidade, e "centralidade" como muito bem disseram, transmitem-no.

 

Enquanto muitos fotógrafos tendem a editar excessivamente os seus trabalhos, este limita-se a fazer pequenas correções de luz, nada mais. Tão simples quanto as coisas.

 

Neste trabalho é de salientar que nada é pousado, afinal de contas, para quê mexer no que tão perfeitamente ocorre por si, como que por vontade própria da natureza?

 

"Os despojos do dia" não pretende ser uma crítica à existência daqueles objetos esquecidos na natureza, é mais um convite a pensá-los doutra forma, a olhá-los com outros olhos: E se os despojos dos nossos dias não fossem apenas lixo, mas, com o passar do tempo houvesse uma fusão e se tonassem ornamentos, quiçá "jóias" da própria natureza?

 

É sem dúvida uma exposição a não perder. Aos interessados, podem visita-lá de terça a sábado, das 14 às 19, na Galeria Alecrim 50. Assim será até dia 5 de Março, pelo que certamente há de encaixar nas vossas agendas.

12
Set15

Dez Mil Turistas do Mundo | Ten Thousand World Tourists


Leonardo Rodrigues

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@andyto 

 

O meu maior sonho foi sempre viajar e escrever, viajar para escrever e escrever para viajar. Todo um ciclo altamente vicioso que, uma vez começado, não quero que acabe.

 

Há uns meses, sabendo bem que ainda não me é possível fazer disso vida, com um curso e uns quantos trabalhos detestavéis como prioridade, decidi criar uma comunidade onde pessoas de todo o mundo tivessem a possibilidade de viajar através de imagens de outros e de partilhar as suas memórias fotográficas com um público mais vasto. E assim se alimenta a alma do (quase) viajante.

  

Onde? No Instagram. Como? Com uma Hashatg. Nos dias de hoje é assim tão simples.

 

É desta simplicidade que surge World Tourists. Esta semana atingi os dez mil seguidores e a hashtag #worldtourists já se encontra em mais de 23 500 publicações. 

 

Para além de ter começado a conhecer melhor o mundo, ainda que virtualmente, conheci pessoas extraordinárias, com vidas que condizem com as fotos. 

 

Por essas terras digitais, de que muito mal se fala, houve um casal que se destacou, tanto que o convidei para uma entrevista que irá ser publicada em breve na minha rubrica Conversas com Vista. Desta entrevista vou apenas revelar que se trata dum jovem casal que percorre o mundo de carro há 7 anos. Para não a perderem coloquem gosto na página do blog.

 

Resta-me desejar a todos um bom fim de semana e muito boas viagens pela comunidade que podem aceder a partir daqui

 

(E sim, já fiz este post, mas não foram apenas os números a mudar. Devido a uma conversa fantástica que tive ontem passarei, também, a escrever e a publicar os posts em inglês, começando hoje.)

 


My biggest dream was always to travel and to write, traveling to write and writing to travel. A vicious circle that once started, I’m hoping it won’t ever end.

 

A few months ago, knowing that I can’t make a living out of this for now, with a degree and a few awful jobs ahead of me, I decided to start a community where people from all over the world could have the chance of taveling through pictures of others and of sharing their own photographic memories with a wider public. This is how we can feed the souls of a (almost) traveler.

 

Where? On Instagram. How? With an hashtag. Nowadays it’s really this simple.

 

And, it’s from this simplicity that World Tourists was born. Yesterday I’ve finally achieved the ten thousand mark. Yup, Instagram is finally showing my number of followers with a k, 10k! When it comes to the hashtag, it’s on almost 24 000 photos. Pretty nice, I must admit.

 

With this project, besides having the chance of getting to know the world a bit better, although in a virtual way, I got the chance of meeting extraordinary people, with life’s that match the photographs.

 

In those digital lands, that we speak so poorly about, there was this couple that really captured my attention. I felt so fascinated with their life that I decided to invite them for an interview for my new rubric on the blog, Conversas com Vista – Talks with a View. From this interview, for now, I’ll just reveal that they are a young couple that have been traveling the world for the last 7 years on their mini van. In order for you not to miss it, please like the blog page here.

 

This is my first post ever with an English version, please ignore the mistakes it may contain. The decision to also write in English and stop my excuses not to was made after the loveliest conversion I had yesterday, with an equally lovely person. I promise I’ll do my best to keep delivering better and more articulated content as the posts go by.

 

That being said, I’m going to wish you all a lovely weekend and really nice trips through this community that you can fly to here.

 

 

 

 

 

 

 

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