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LEONISMOS

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18
Jan18

Como funcionam as companhias aéreas low cost?


Leonardo Rodrigues

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Há quem se pergunte como é que uma companhia aérea low cost tem lucro, especialmente quando uma ida a Milão de avião fica mais barata do que, por exemplo, uma viagem de comboio de Lisboa a Braga. Fui descobrir os meandros das viagens baratas, uma das maravilhas dos tempos modernos, e podem ficar descansados. Se a coisa for bem feita, por vezes, até conseguem fazer mais dinheiro que uma companhia aérea normal. 

Os bilhetes são vendidos sem tudo o que é acessório e, pelo valor do bilhete, estamos apenas a pagar o essencial, a viagem do ponto A ao ponto B. Bagagem, se for necessário, e escolha dos lugares, pagam-se separadamente. No fundo, os bilhetes acabam por ser feitos à medida, de acordo com as necessidades. Depois, vende-se comida, perfumes, brinquedos e gadjets a bordo, que ajudam a rentabilizar os voos. E esta é a parte superficial.

Há muito mais por detrás desta possibilidade de viajar mais barato, e tem que ver com a redução de custos ou otimização da operação. No valor do bilhete, está também o valor da aeronave, taxas aeroportuárias, combustível e, claro, staff.

As companhias aéreas low cost têm, por norma, uma frota com menos de metade da idade das restantes, 5 anos em vez de 12. Conseguem comprá-los mais baratos, não porque compram em segunda mão, mas sim porque fazem encomendas tão grandes do mesmo modelo que têm um desconto formidável. Uma frota mais recente, significa maior eficiência de combustível, uma das maiores despesas das companhias. A última vantagem em usar 1 ou 2 modelos de avião está no custos de formação, sendo que é mais rápido, e low cost, treinar com apenas 1 tipo de aeronave. 

Por último, como já devem ter imaginado, o motivo para utilizarem aeroportos tão longe, terminais mais modestos ou autocarros e escadas - em vez de mangas - , é o menor valor cobrado pelo aeroporto à companhia. Além disso, sendo que existe menos tráfego, ganham tempo, permitindo ainda mais voos e menos atrasos. Feitas as contas, os aviões só estão a ser rentabilizados se estiverem no ar. 

Para nós, passageiros, as vantagens de viajar com companhias como a easyJet e a Ryanair são mais do que muitas. Pelas leis do mercado, as outras companhias não têm remédio senão arranjar formas de competir. Além disso, temos a possibilidade de visitar o mundo por menos, em aviões mais novos, e, quando é o caso, fazer compras inteligentes a bordo. 

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