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LEONISMOS

LEONISMOS

20
Fev17

Até ao ponto mais alto de Portugal Continental


Leonardo Rodrigues

Post anterior.

 

Acordar naturalmente em Juncais para ouvir o som dos pássaros e sinos das ovelhas é indescritível, mas melhor é a realização de que o pão fresco apareceu mesmo na cozinha antes de acordarmos e que há café suficiente para duas famílias. Quanto à salamandra, continua lá, a tornar a manhã na serra mais quente e mágica.

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Após o pequeno almoço, sabendo que Casa Grande de Juncais disponibiliza bicicletas, decidimos que assim andaríamos até ao almoço. Enquanto a Isabel foi preparar um meio de transporte mais verde, fomos espreitar o Café Central - mais ou menos o único de Juncais. Sem surpresas, foi fácil  meter conversa com quem lá estava, pareciam entusiasmados por sermos da capital e por estarmos na famosa "casa grande". Passados uns minutos, estávamos reunidos na praça com a dona do café e a amiga, um senhor que em vez de café bebe um vinho - apurámos que os elementos da Junta de Freguesia fazem o mesmo às 9:30 -  e o Max, o cão mais popular, seguido da Pipoca. É agora das minhas memórias sorridentes.

 

 

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Após a receção maravilhosa, com as bicicletas já à porta e com muito por explorar, fomos conhecer melhor a aldeia. Aquando de um dos meus estacionamentos, junto da fonte que também é um miradouro, rompi as calças. Perdi a elegância, mas não me espalhei. Confirmo que andar de bicicleta não se esquece mesmo.

 

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Convictos das nossas capacidades, a ambição levou-nos a descer até ao rio Mondego - 6 km. Foi uma viagem magnífica, não fossem todos os santos ajudarem a descer, com vistas de cortar a respiração e uma sensação de liberdade tremenda. Cá em baixo, havia a ponte, o rio - como prometido pelo mapa - , uma casa de pedra e muito verde. Ele descreveu o ambiente como "bucólico", acompanhando-se de uma cara que liberta serotonina só de pensar. Esta memória está tão viva que também cheira ao alecrim que crescia na ponte para Juncais. Regressar para almoçar causou-me dores no rabo que dificultaram os dias seguintes.

 

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Foto: Dele

 

Durante a tarde o nosso objetivo era alcançar o ponto mais alto de Portugal Continental, na Serra da Estrela. Dito e feito. O percurso fez-se pela belíssima e alta Seia, dona da fantástica freguesia do Sabugueiro. As vistas até lá cima só conseguiam ficar melhores e eu, à medida que a bateria carregava, lá ia disparando fotos compulsivamente. Com muita pena minha, a fraca luz nem sempre permite ao telemóvel fazer jus aos lugares, daí a partilha não ser igualmente compulsiva.

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Lá em cima, além da típica selfie que tiramos como se fosse uma bandeira, não deu para fazer muito. O vento era tanto que tínhamos um pássaro a voar em contra mão - é verdade, pensei em trazê-lo - , a neve era só gelo e havia nevoeiro. O nosso instinto foi procurar abrigo na versão de centro comercial da Serra. Devido ao chamamento, degustação de muito queijo, e uma vendedora muito persuasiva, gastei um balúrdio num único queijo. Acho que no fundo paguei tanto porque ela também me explicou um truque para o queijo durar para sempre, limpar os fungos aka bolor com um esfregão. Relembro que o queijo e enchidos - para quem está para aí virado - é mais barato nas aldeias que, por pouco, ainda não são polos de turismo. 

 

Até ao jantar, devido ao demorado e perigoso caminho de regresso - por Manteigas e afins - , com direito às paisagens mais estonteantes, quase que declarávamos o distrito da Guarda o melhor de Portugal. É mais prudente e razoável tomar a posição pública de que são todos lindos, de férias exagera-se tudo.  

 

Das opções não tão variadas que tínhamos para jantar, escolhemos um restaurante em Fornos de Algodres chamado de O Pote. Luxos, modernices e cortesias não tinham. Aqui vai-se quando se quer comer bem e barato. Ora, a entrada era composta por pão, queijo local e chouriço. As belas doses industriais, um jarro de vinho, sobremesa e café custaram-nos menos de 14 euros. Bem alimentados, bem nos deitámos.

 

O dia seguinte tem um nome: Penascosa - lá vão ver-se as famosas gravuras de Foz Côa. Fiquem atentos à próxima aventura pelo Facebook e pelo Instagram.

 

 

 

foto do autor

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