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LEONISMOS

LEONISMOS

21
Ago17

A mulher que está no mesmo sítio há 20 anos


Leonardo Rodrigues

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Cruzamo-nos com as pessoas mais extraordinárias todos os dias. Arrisco-me a congeminar que todas o são, pudéssemos nós ouvir as suas histórias e pensamentos.

Geralmente deixo-me levar pelas histórias que vou construindo, mas é sempre melhor ouvi-las. Não há muito tempo, estávamos a caminhar debaixo do sol ardente de Atenas, quando dei por mim a subir uma rua para entrar numa galeria de arte, algures no bairro de Plaka. 

Era um sítio apetecível para um turista deslumbrado com a Grécia, com pinturas que mostravam o melhor do país e do mundo. Os quadros eram de um único autor, cujo nome tenho num cartão. 

Não demorou muito até começar a conversar com a única pessoa que lá estava. Era uma mulher nos seus quarentas, com imensa vida dentro dela, um olhar taciturno e um sotaque inglês super peculiar. Era a mulher do artista.

Questionei-a, com entusiasmado, o quão maravilhoso era ter visitado aqueles locais todos. Ela disse-me que não viu nenhum, e que está em Atenas há 20 anos, desde que veio da Albânia à procura de uma vida melhor.

Ele pinta, ela vende. Assim é todos os dias da semana, de manhã à noite. Falámos pouco mais, já que entretanto me tinha desencontrado da minha companhia.

Desde então que penso nesta conversa, na forma como as palavras se organizaram e expressão que tinha no rosto.

Nenhuma forma de viver é errada, caso os olhos indiquem que está tudo bem. Poderemos, nós, deixar-nos ficar no mesmo sítio da vida, contra a nossa vontade? Ou melhor, estamos no sítio onde queremos estar?

 

03
Ago17

As praias mais exclusivas da Madeira


Leonardo Rodrigues

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A Madeira, além de um jardim, é também um fantástico destino de praia. Aliás, a Pérola do Atlântico, é um destino para tudo e para todos, bem como o seu microclima. 

Há quem pense que as pedras, em vez da areia, podem ser um incómodo maior do que realmente é. Mas, até mesmo para esses visitantes, há solução. Importámos areia da ilha vizinha, o Porto Santo, e agora também temos praias de areia amarela. Além destas "artificiais", e as de pedra, pode-se escolher entre areia escura, piscinas naturais, as dos hotéis e mais umas quantas praias pagas. 

Mas não é de nenhuma destas que vos quero falar hoje. Quero falar-vos de duas praias apenas descobertas, por mim, agora. Fazem parte do mesmo trilho e chamam-se Baía D'Abra e, um pouco depois, o Cais do Sardinha.

Há necessidade de se deslocarem a um dos extremos da ilha de carro, ou autocarro, pertencente ao Caniçal, a Ponta de São Lourenço. 

Sendo que têm muito que caminhar, uma vez no ponto de partida, se não levaram mantimentos, podem comprar na food truck que se encontra junto ao início deste percurso, até a um dos extremos da ilhas. Felizmente, ele lembrou-se de comprar água ou teríamos todos ficado lá em baixo com a desidratação.     

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Há necessidade de caminhar sensivelmente uma hora, ou mais, caso seja impossível não parar de contemplar as paisagens sublimes que só a natureza quase intocada pode proporcionar. 

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É um percurso exigente, mas bem sinalizado. Como tem apenas uma faixa, garanto que não há como errar.

Embora um grupo tenha conseguido construir um aldeamento turístico com marina, a Ponta de São Lourenço é uma área protegida. Além das vistas estonteantes, para os amantes da natureza, terão a oportunidade de conviver pacificamente com mais de duzentas espécies que povoam a zona. 

Depois da espera muito aguardada, chegam às águas mais límpidas e cristalinas que a maravilhosa Ilha da Madeira pode oferecer. Primeiro na Baía D'Abra, depois no Cais do Sardinha.

Graças a uma ótima temperatura da água de verão, é só entrar, e continuar a desfrutar de um ótimo dia de família. Sem som, ondas ou pessoas. Só vocês e as pessoas que importaram o suficiente para fazerem tal caminhada juntos. 

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31
Jul17

Istambul, 3 dias no centro do mundo


Leonardo Rodrigues

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Vou poder dizer, enquanto viver, que estive na Turquia antes de abolirem o ensino da teoria da evolução nas suas escolas. Comecei por onde se tem de começar, a mítica cidade de Istambul. É, para mim, o centro do mundo, onde as coisas do Oriente e do Ocidente se juntam para se separarem. 

A cidade é imensa, não fosse o lar de quase quinze milhões de pessoas. Surpreende pelos contrastes, que vão além de arranha céus e prédios de madeira. As mesquitas avistam-se mais alto que tudo. Tem um sofisticado sistema de transportes, e um aparelho turístico irrepreensível. Na cidade dos rooftops, pode-se comer bem e barato, apenas se não cedermos à pressão do comerciantes.

Tínhamos três dias e, graças à localização privilegiada do nosso Airbnb, junto da praça de Sultanahmet, fizemos tudo o que é obrigatório.

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Começámos pela Mesquita Azul. Embora na prática não sejam colocados entraves aos homens com calções, o correto são calças para os homens, e as mulheres devem estar o mais cobertas possível, com ênfase para a cabeça e os ombros, porque Alá assim disse. Os sapatos não são permitidos, ficam à porta ou facultam-nos um saco. As mulheres muçulmanas oram dentro de umas salas recônditas, uma vez que não se devem expor na dianteira, com os homens. O seu interior é muito trabalhado, é mágica e, de tão imensa, não me espantaria se tocasse realmente no céu - embora não seja maior do que a Hagia Sophia.

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Sinónimo da imponência de Constantinopla, em tempos de Constantino II, Haghia Sophia foi inicialmente uma basílica, a Magna Ecclesia. Com as mudanças de poder, acabou por se tornar numa mesquita. Hoje em dia é um museu dos mais visitados do mundo, graças à iniciativa de Ataturk, o presidente que aproximou a cidade do Ocidente e promoveu uma clara separação do Estado e religião. A entrada custa 10 euros e vale cada cêntimo.  Ficámos horas a contemplar os imensos pormenores. 

 

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Ainda naquela parte da cidade, a Basílica Cisterna, uma maravilha romana onde poderiam estar milhares de litros de água, que abasteciam a cidade, é outro must. Curiosamente, devido à renovação dos povos de Constantinopla, a Basílica como que se perdeu. Quando os habitantes começaram a conseguir pescar peixes com baldes das suas caves, lá descobriram a construção milenar. É arrepiante estar dentro da cisterna, mais ainda se pensarmos que uma construção daquela magnitude mobilizou milhares de escravos. Acredita-se que o "pilar das lágrimas" foi lá colocado em homenagem aos que morreram. Espero que sim. 

 

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Para se almoçar bem e barato ali perto, nada como ir comer até ao telhado do Doy Doy, um maravilhoso restaurante de cozinha tradicional turca, a preços e vistas bem apetecíveis.

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O Grand Bazaar é outra paragem obrigatória. Pensemos neste como um centro comercial tradicional, térreo, que se estende por vários quilómetros. Não tenham ilusões, vão perder-se nas milhentas ruas. Enquanto se perdem e encontram uma das muitas saídas, lembrem-se de regatear sempre o preço. Na primeira tentativa de lá entrar - domingo - estava fechado. Nos dias de semana fecha pelas 19.

 

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Algo incontornável, para reabastecer na rua, e que podem comprar com apenas 8 liras turcas, ou dois euros, é a sandes de peixe. Esta é vendida do lado ocidental da cidade, mesmo junto ao mar do estreito do Bosforo. Tentei saber qual a mistura de especiarias que lá se colocava, mas ninguém me conseguiu explicar. Nas lojas, encaminharam-me sempre para a fish spice, que tinha muito pouco a ver...

 

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Por falar em fish spice, tenho de falar em especiarias. Embora não estivéssemos conscientes, passámos pelo bazar das especiarias, que também estava na nossa lista. Acontece que naquele momento estávamos de mau humor, e só nos queríamos afastar do Grand Bazaar. Minutos antes, fomos abordados por dois engraxadores, que nos tentaram cobrar 90 liras turcas por conversa fiada e por nos terem molhado as sapatilhas. Não me pareceu que assaltos fossem frequentes, mas sim os esquemas para enganar turistas. De qualquer modo, rumávamos ao lado moderno, onde se avista a grandiosa torre. 

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É na torre de Galata, do lado ocidental, que se tem a melhor vista da cidade, para ambas as margens do Golden Horn e para o lado Asiático. É das atrações mais caras e não esperem descontos, se não tiverem cidadania turca. 

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Por estas paragens, existe algo muito frequente em Istambul, prédios inteiros convertidos em restaurante. Encontrámos um que se chamava Galata Konak Café. Além de doçaria irrepreensível no piso térreo, tinham uma vista muito semelhante à da torre de Galata, no último andar, mas gratuita.         

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Porque uma caminhada assim o quis, fomos ter à estação aonde chegava e donde saía o icónico expresso do Oriente. Outrora, foi o comboio mais luxuoso do mundo, e ligava metade da Europa ao Oriente. Transportou grandes vultos, da realeza às estrelas. Embora não conseguisse conter o entusiasmo, foi fácil entender que os tempos áureos dos caminhos de ferro acabaram.  

 

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Ir a Istambul sem ir aos banhos turcos é como ir a Roma e não ver o papa. É uma experiência cara, mas vale a pena. Os banhos turcos chamam-se Hamam e experimentámos a Çemberlitas Hamami. Dão-nos uma chave para a cabine, onde indicam para ficar apenas de toalha e chinelos. A chave fica no pulso. Depois é altura de rumar a uma sala quente onde a temperatura é superior a 40 graus. Quando já não aguentamos a humidade, chega uma pessoa que nos manda deitar, estala as costas e esfrega-nos vigorosamente com uma luva. O passo seguinte é o banho frio. Embora seja tudo muito rápido, e bem pago, há uma grande insistência na gorjeta.

 

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Andámos durante estes dias, em média, 12 horas, mas nem assim conseguímos ter tempo para ir além do exterior do Palácio de Topkapı nem visitar a Ásia. Ficará para a próxima viagem.

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Acho que é normal não saber o que esperar desta cidade. Começamos com receio do que se ouve e lê, mas acabamos por perceber que é mais segura do que a nossa e que as pessoas são muito afetuosas. Contudo, existem diferenças culturais estranhas à vista e aos ouvidos. Cinco vezes por dia entoam-se passagens do Alcorão para toda a cidade, anunciando os momentos de oração. Curiosamente, ou não, o livro sagrado do Islão está disponível gratuitamente nas mesquitas, em muitas línguas. Trouxe a minha cópia, para ter a certeza do que diz.

Istambul poderia ser uma cidade europeia, apenas ainda mais limpa e cuidada. Recomenda-se com muita nostalgia, e memórias que já não cabem num post que vai longo. 

 

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Caso tenham alguma dúvida enviem email para leonismos@sapo.pt, e acompanhem sempre o blog através do Facebook e Instagram.

26
Jul17

Lição: "Fui freira, mas aprendi tudo com a televisão"


Leonardo Rodrigues

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Nestas férias, que tanto bem fizeram, voltei ao sítio que chamei de casa durante os meus primeiros 18 anos de vida, após 2 de ausência. 

Tinha tudo para ser o mais desafiante. Era a primeira vez que apresentava a pessoa a que me refiro como "ele" no blog, a toda a gente - gostava de o chamar de moço, mas a Maria fez primeiro. Curiosamente, ao regressar a sítios como a casa onde a família já não vive, a escola, o caminho x e y, senti-me bem, sem nervosismo em lado algum. É, sem dúvida, a melhor fase da minha vida, onde já tudo sarou.

Acho que a linha do horizonte na ilha também se expandiu, senti isso no carinho das caras conhecidas e das suas palavras.  

Houve uma prova em especial, aquando da visita a uma senhora que foi sempre minha vizinha.Tem mais de 70 anos, e desde miúdo que nos tratamos por tu. Já me tinham dito que ela aguardava a minha visita ansiosamente, e veio a correr, mesmo com a segunda perna partida em recuperação, assim que me ouviu. 

Após uma mão cheia de dedos de conversa, lá o viu na estrada e perguntou-me quem era aquele rapaz. Disse-lhe que vivia com ele. Ela olha-me séria e pergunta, ele é teu colega ou parceiro? Respondi-lhe que parceiro, meio receoso e meio curioso com a sua reação.

Os olhos dela enchem-se de amor e diz-me: "Não faz mal, filho. Sabes que fui freira, mas que aprendi tudo com a televisão. Era nova quando fui para lá, e fizeram-me uma lavagem ao cérebro. Só percebi depois de ter ficado doente e regressado a casa". 

Claro que o chamei para serem apresentados. Ela fez apenas questão de frisar que deveríamos cuidar um do outro e sermos fiéis. Garanti-lhe que cumpríamos os requisitos, de coração cheio.

Os dias insistem em passar, mas não há um em que as atitudes ou palavras das pessoas enormes não me surpreendam. 

 

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24
Jul17

difficultJet, um filme easyJet e Portway


Leonardo Rodrigues

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Antes de relatar a minha experiência recente, quero dizer que gosto de viajar com a easyJet, mesmo que um copo de vinho custe 6 euros. Gosto, mas apenas quando corre tudo bem. Quando corre mal, comprovei que a empresa não tem como acompanhar os passageiros. Assenta numa virtualidade, em inglês.

Sexta feira, dia 7 de julho, fui trabalhar cheio de entusiasmo, afinal na parte da tarde iria para a Madeira, visitar a família que não via há 2 anos. Mais próximo do voo, segundo a aplicação, as minhas férias estavam atrasadas 3 horas. Liguei para o aeroporto, não sabiam de nada. Liguei para a easyJet que, de forma concisa, disse que teria de lá estar à hora inicial, caso o atraso fosse revertido não esperariam e que devo estar atento à aplicação, não telefonar. Lá fomos nós.

Uma vez ultrapassado o controlo de segurança, sentámos no chão à espera da porta de embarque. É um terminal para sardinhas. A hora do voo mudou diversas vezes, para melhor e pior. Quando recebemos a notificação a dizer que, mais uma vez, tinham saído a horas, no ecrã lia-se "cancelado". 

Ok, o passo seguinte era uma fila em que estariam 2 funcionários da Portway a atender mais de 100 passageiros. Remarcámos, através de um sms, o voo para dois dias depois - vaga mais próxima disponível. Um funcionário que falou com todos nós garantiu que se permanecêssemos na fila teríamos lugar no "voo extra do dia seguinte". Parecia risonho. Éramos dos primeiros, por isso "conseguimos" chegar ao balcão 1 hora depois para ouvir que só haveria voo terça, ou seja, após 4 dias. 

Lá podiam pedir um hotel ou remarcar o voo. Não têm acordos com outras companhias e, se quiseremos o voo com outra companhia pagamos nós - se for mais caro, não devolvem a diferença. Caso quiséssemos o hotel, teríamos de concluir o pedido através de um link enviado por sms. Testámos a possibilidade de hotel, a confirmação só chegou perto da meia noite. Imaginem quem foi atendido 3 horas depois.

De qualquer modo, fomos assegurados de que existiria uma indemnização de 250 euros, ao abrigo das diretrizes EC261/2004. O pedido tinha, novamente, de ser formalizado online, tal como outras despesas. Tudo coisas simples para os idosos que nos acompanhavam.

Para recuperámos as malas, tivemos de regressar ao outro terminal, ligar do telefone do segurança para pedir várias vezes à Portway que nos levasse ao tapete. Quando se dignaram a sair, foi para entregar um objeto perdido - solicitado após o nosso pedido. Tive quase de suplicar que nos deixasse levantar as malas de um voo sem avião. Assim passaram 5 horas no aeroporto de Lisboa.  

Ao nosso pedido de indemnização, a easyJet respondeu dizendo que não pagaria, uma vez que se tratava de uma situação extraordinária, devido a condições meteorológicas, mas que nos dariam um vale através do chat - penso que só conseguem aceder se houver o link no email.

Expressei o meu descontentamento por ter perdido 5 horas no aeroporto e dois dias de férias, mas garantiram-me que nos dariam um vale, por email, no mesmo valor da indemnização, então decidimos aceitar. Afinal, era apenas 1 vale para ambos no valor de 150 libras, ou seja, 170 euros. Distante dos 500 euros.

Lá voltei novamente, após muito refresh à página, e tentei explicar que não é aceitável prestarem informações erradas, mas nunca responderam diretamente a nada. Fiquei na mesma.

Sou capaz de entender as condições meteorológicas em Madrid, só não percebo que me façam perder tempo. A postura de uma empresa evidencia-se quando algo corre mal. É uma low cost, sim, mas isso não tem de se refletir no atendimento. Pelo contrário, fazem imenso dinheiro com a sua "eficiência". Assim sendo, há que investir mais num atendimento fidedigno e personalizado.

18
Jul17

Não nos vimos gregos em Atenas, uma espécie de guia


Leonardo Rodrigues

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Chegar a uma cidade nova causa estranheza, quer seja mais nossa ou mais de outros, muito pelas nossas ideias acerca do que vamos encontrar. Atenas não é exceção. Já só restam vestígios de uma grandeza de outros tempos, sem a glória que lhe atribuem os livros de História. A história agora é outra. Está suja, muitas lojas estão fechadas, os postes de luz acendem-se com espaço de dois apagados e as putas, que vão para a rua antes dos postes acenderem, estão rua sim, rua não. Ah, e o deus Dionísio também parece já não querer saber dos gregos.

Este é um retrato cru, que poderia bem ser nosso. Foi apenas o que vi numa primeira hora, a pensar nas palavras do taxista que dizia que a única Atenas que podia ser contemplada resumia-se à Acrópole e aos bairros que a circundam, Plaka e Monastiraki, e que o resto é uma paisagem de betão e graffitis.

Ele, cansado como a maioria dos gregos, tem a sua razão, ainda assim a cidade tem uma energia muito própria, carregada de uma personalidade plural. Para a sentirmos temos de sair para a rua, tocar, subir e descer, olhar e olhar novamente, e perceber até como o transito e as árvores se comportam.

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Na manhã seguinte, decidido a dar uma oportunidade à cidade, comecei a minha caminhada do hotel - Novotel -  em direção a Plaka. A cidade grita. Os motociclos, que empestam o ar,  são o transporte de eleição. Escasseiam os prédios sem a tal arte que irrita muita gente, e raras são as ruas em que as árvores não parecem cansadas. 

 

O Mercado é uma paragem importante. Conscientes da ausência de cozinha num hotel de 4 estrelas, comprámos apenas fruta e uns frutos secos, embora tudo gritasse para ser comprado em grego, e a bom preço, da carne ao peixe. Foi aqui que, na companhia melhor das companhias, ocorreu-me que poderíamos ser felizes em Atenas. Mais tempo. 

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Só ao chegar a Plaka, antes da Acrópole, é que a cidade parece voltar a ter cor, as flores e árvores ganham vida e os pássaros cantam de novo. O café com gelo é a solução incontornável que gregos e todos os que lá foram parar, numa onda de multiculturalidade intoxicante, usam para conseguir andar debaixo das altas temperaturas.

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A lei diz para primeiro nos deixarmos perder por estas ruas maravilhosas, cheias de cafés, restaurantes e lojas. Só depois é que chega hora de visitar as atrações arqueológicas.

 

A tentação de visitar igrejas no verão é especialmente tentadora. Ou muito me enganei, ou as igrejas nestes bairros mais pitorescos são todas ortodoxas. Mesmo que façam o contributo que divinamente vos permite acender uma vela, pelos desejos e pecados, caso entrem de calções serão escorraçados da igreja por um fiel ou por um padre.

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 A falar com um gato

 

Devo dizer-vos que há um mito em relação à fila que se encontra na incontornável Acrópole. Está lá, mas pode ser completamente ultrapassada se já tivermos um bilhete combinado que custa 30 euros, comprado num outro local. E sim, vale a pena, sendo que são seis as atrações incluídas e que a Acrópole por si só custa 20 euros. Algo ainda mais extraordinário é que um estudante da união europeia não paga nada. O meu cartão universitário continua a aparentar válido... 

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Caso não sejam muito de andar, embora tenham de o fazer, é na Acrópole que se tem uma das melhores vistas para a cidade, não fosse à letra significar "ponto mais alto". A paisagem mudou, é certo, mas foi daquele chão que pessoas que ajudaram a definir o que somos hoje olharam a cidade. O imenso mar de betão branco, ladeado por montanhas, é arrebatador. Não apetece arredar pé.

 

Não é obrigatório, mas jantar ao pé de milhares de anos de história, num local bastante turístico, após horas de caminhada faz parte da praxe. 20 euros por uma garrafa de vinho assim assim, também. 

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Como toda a gente sabe, embora goste mais de gratuito, a palavra barato também tem o seu quê de risonho. Durante estes três dias em Atenas fomos a um sítio que encontrámos logo na primeira noite umas quatro vezes. Têm as melhores pitas que alguma vez comi, de falafel - feito à nossa frente -  e beringela. Não demorou até que começassem a oferecer-nos falafel, dizendo "here my friend". Eu animado com a perspetiva de conseguir comunicar em inglês tentei perceber como faziam aquilo. Deixei um senhor atrapalhado e fiquei na grego. 

 

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Devido à confusão, poluição e tudo o que é inerente à capital de um país em dificuldades, a escolha de hotel de ser muito bem ponderada. O Novotel realmente não poderia ter sido melhor. Tranquilidade, pequeno almoço soberbo, piscina no terraço com vista para a Acrópole, e café com pátio, são a melhor forma de resumir o mesmo. Ah, e o por do sol lá de cima não era nada de se deitar fora. 

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A moderna rede de metro com 3 linhas é a melhor forma de circular pela cidade. Até ao final do ano as máquinas que suportam bilhetes eletrónicos irão começar a funcionar.

 

Porque o post vai longo e é apenas uma espécie de guia, lembro-vos ainda que passeiem pela Syntagma com a noção que os militares não vos permitiram tocar nos degraus, visitem o museu da Acrópole que infelizmente não tivemos tempo e, acima de tudo, façam sempre por se sentirem gregos em Atenas. Um grande ευχαριστώ πολύ/efcharistó polý à cidade.

 

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24
Mai17

Salvámos a Dóris Carraça


Leonardo Rodrigues

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Não sei se devo reclamar capacidades premonitórias para mim, que, segundo reza a lenda, correm no sangue da família, mas vou.

Antes da mudança, e sem acreditar que ele algum dia quereria morar comigo, sugeri um cão e mil visitas ao canil. Na casa que chamei minha durante o último ano não era possível. Portanto, ele já sabia que, tal como o meu sistema de cultivo interior, mesmo aos meus cuidados, teria de ficar hospedado na dele. Lá adiou-se e por pouco não esquecia a ideia. 

Há cerca de um mês fomos uns dias para fora, mais precisamente nenhures. Numa das corridas que ele volta e meia me convence a fazer, separámos-nos para eu apanhar uma pinhas para a lareira, o que é como quem diz, descansar sem ser julgado. Quando o avistei novamente não estava sozinho, corria um cão atrás dele. E eu também corri desalmadamente pensado que ele ia ficar sem um bocado. 

Quando lá cheguei deparei-me com a coisa mais querida e inofensiva que alguma vez vi. Deitou-se à primeira festinha. Pensei logo, temos uma cachorrinha.  A amiga que entretanto alcançámos garantiu-me que ele estava rendido ao cão. Não me permiti acreditar. 

A cadela batizada recentemente de Dóris Carraça, embora sedenta de amor, estava suja, magra e, sem exagerar, com dezenas de carraças a devorá-la.

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Seguiu-nos até casa e, mesmo sem termos a certeza de que seria um elemento da família, fomos a um hipermercado, já que as farmácias da terra não tinham nada, comprar uma pipeta de Frontline, shampoo, coleira, trela e muita comida. 

Aproveitámos para passar na polícia e nos bombeiros com uma foto dela para sabermos se tinha sido dada como desaparecida, mas ninguém a parecia ter reclamado.

Comeu alarvamente a comida que lhe fiz, ainda não ama ração nenhuma. De seguida, tomou o que foi claramente o seu primeiro banho e tivemos a cata-la durante a ação do Frontline. O que é certo é que passou a noite à lareira e depois fez da nossa mala uma cama. No regresso, seguiu o carro. Pouco tempo depois, convidámo-la a entrar. 

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Está há um mês connosco, devidamente vacinada e registada. É muito amada por nós e pelas pessoas do bairro. Tem uma sala imensa, a cozinha e a varanda para brincar, e roer enquanto estamos fora. Vai à rua durante várias horas, em três momentos. Não falta abrigo, nem comida nem água. O rabo dela, segundo os indicadores de felicidade dos cães, diz que é uma cadela muito feliz com os novos papás. E nós com ela.

Por favor, não deixem as vidas pelas quais são responsáveis sem um responsável. Nem nesta época de férias nem nunca. Eles só podem contar connosco e não vão sempre encontrar um novo lar.

 

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Antes que o post acabe, a Dóris também foi ao aeroporto para receber o Salvador Sobral. 

 

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22
Mar17

Dia em que vi algodão a cair do céu pela primeira vez


Leonardo Rodrigues

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Foi no mês que passou. Tínhamos acabado a nossa visita à belíssima cidade do Sabugal, onde o ponto alto é mesmo o ponto mais alto, o topo do Castelo das Cinco Quinas, com vistas sobre o Côa. 

Ainda no castelo, depois de uma quase escalada às escuras para chegar ao cimo, começou a chover, o ar ficou mais rápido e frio, e o pensamento de que poderia nevar construiu-se na minha cabeça.

Só verbalizei este meu desejo íntimo de, por uma vez na vida, ver a neve a cair em vez de gelo no chão, quando cheguei ao museu. Era uma ideia que nos deixava a ambos sorridentes. O rapaz que lá trabalhava prontamente nos fechou a boca, explicando que, no Fundão, terra onde se localizava a nossa próxima "casa", a Cerca Design House, não nevava há quase dez anos. Não sei se é necessário deixar por escrito que não gostei deste museu. 

No caminho que se apresentava de condução difícil para o meu ele, entre Google Maps, troca de cabos para carregar as nossas baterias que duram cada vez menos e muito Carpool Karaoke, começámos a ver a chuva a ficar cada vez mais branca, grossa e leve.

Não demorou muito para que sentíssemos a necessidade de encostar. Fui o primeiro a ir para a rua. Sentia e não sentia o frio. É verdadeiramente mágico ver aquilo que é água sólida, tingida de branco, a cair de forma tão leve e graciosa. Ao mais pequeno toque, naquela fase, volta ao seu estado liquido.

Ele filmou e não há margem para dúvidas, de que estava feliz e que, mediante justificação plausível na minha cabeça, faço uma cena, umas mais felizes que outras. 

Ficámos nisto um bom tempo, totalmente alheios aos acidentes e às estradas cortadas, na companhia um do outro, com os nossos momentos de profunda lamechice registados numa dezena de selfies. A ele surgiam memórias de uma Nova Iorque que lhe foi próxima e em mim surgiam emoções por afinidade.

Como o amor e neve não enchem barriga, seguimos viagem meia hora depois. Descongelar foi tão fácil porque no hotel, que se cobria novamente de neve, esperavam-nos com chávenas de chá quente e, por causa da neve, partilhavam o mesmo ar de surpresa.

 

 

08
Mar17

Come-se bem na Cova de uma Loba


Leonardo Rodrigues

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Recôndito, ali estava o único restaurante de Linhares da Beira, a fazer jus ao seu nome, Cova da Loba.

Nada é por acaso. Diz que,  e eu sei que se diz muita coisa, que noutros tempos distantes uma tal de Dona Lopa expulsou de casa de Santo António uma criada que não era mais do que o Demo disfarçado, à caça de almas para a sua causa. O Santo devido à semelhança nome-espécie, como agradecimento, transformou-a em loba, com grande longevidade.

Esta vida continuará longa com a condição de trazer a Linhares os melhores frutos do bosque.

No meu entendimento gastronómico e de enólogo, parece-me que o animal à Cova da Loba conseguiu que chegasse o melhor de tudo, frutos do bosque, cogumelos, queijos da serra, vinho, Portugal e a criatividade.

É só com muita criatividade que se consegue pegar no que é nosso, melhorar e apresentar um Portugal novo. Os pratos têm as raízes de sempre, mas satisfazem o olhar fresco e os paladares modernos.

Ele comeu um imponente polvo com uma redução de balsâmico e eu um sublime risotto com cogumelos selvagens e queijo da serra. Os olhos não enganaram e fomos arrebatados pela explosão de sabores inteligentemente combinada e apresentada. 

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Como a loba está de folga às quartas a sua Cova não abre. De resto, é sempre boa altura para visitar, mesmo que neve lá fora há uma lareira dentro. 

 

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20
Fev17

Até ao ponto mais alto de Portugal Continental


Leonardo Rodrigues

Post anterior.

 

Acordar naturalmente em Juncais para ouvir o som dos pássaros e sinos das ovelhas é indescritível, mas melhor é a realização de que o pão fresco apareceu mesmo na cozinha antes de acordarmos e que há café suficiente para duas famílias. Quanto à salamandra, continua lá, a tornar a manhã na serra mais quente e mágica.

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Após o pequeno almoço, sabendo que Casa Grande de Juncais disponibiliza bicicletas, decidimos que assim andaríamos até ao almoço. Enquanto a Isabel foi preparar um meio de transporte mais verde, fomos espreitar o Café Central - mais ou menos o único de Juncais. Sem surpresas, foi fácil  meter conversa com quem lá estava, pareciam entusiasmados por sermos da capital e por estarmos na famosa "casa grande". Passados uns minutos, estávamos reunidos na praça com a dona do café e a amiga, um senhor que em vez de café bebe um vinho - apurámos que os elementos da Junta de Freguesia fazem o mesmo às 9:30 -  e o Max, o cão mais popular, seguido da Pipoca. É agora das minhas memórias sorridentes.

 

 

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Após a receção maravilhosa, com as bicicletas já à porta e com muito por explorar, fomos conhecer melhor a aldeia. Aquando de um dos meus estacionamentos, junto da fonte que também é um miradouro, rompi as calças. Perdi a elegância, mas não me espalhei. Confirmo que andar de bicicleta não se esquece mesmo.

 

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Convictos das nossas capacidades, a ambição levou-nos a descer até ao rio Mondego - 6 km. Foi uma viagem magnífica, não fossem todos os santos ajudarem a descer, com vistas de cortar a respiração e uma sensação de liberdade tremenda. Cá em baixo, havia a ponte, o rio - como prometido pelo mapa - , uma casa de pedra e muito verde. Ele descreveu o ambiente como "bucólico", acompanhando-se de uma cara que liberta serotonina só de pensar. Esta memória está tão viva que também cheira ao alecrim que crescia na ponte para Juncais. Regressar para almoçar causou-me dores no rabo que dificultaram os dias seguintes.

 

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Foto: Dele

 

Durante a tarde o nosso objetivo era alcançar o ponto mais alto de Portugal Continental, na Serra da Estrela. Dito e feito. O percurso fez-se pela belíssima e alta Seia, dona da fantástica freguesia do Sabugueiro. As vistas até lá cima só conseguiam ficar melhores e eu, à medida que a bateria carregava, lá ia disparando fotos compulsivamente. Com muita pena minha, a fraca luz nem sempre permite ao telemóvel fazer jus aos lugares, daí a partilha não ser igualmente compulsiva.

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Lá em cima, além da típica selfie que tiramos como se fosse uma bandeira, não deu para fazer muito. O vento era tanto que tínhamos um pássaro a voar em contra mão - é verdade, pensei em trazê-lo - , a neve era só gelo e havia nevoeiro. O nosso instinto foi procurar abrigo na versão de centro comercial da Serra. Devido ao chamamento, degustação de muito queijo, e uma vendedora muito persuasiva, gastei um balúrdio num único queijo. Acho que no fundo paguei tanto porque ela também me explicou um truque para o queijo durar para sempre, limpar os fungos aka bolor com um esfregão. Relembro que o queijo e enchidos - para quem está para aí virado - é mais barato nas aldeias que, por pouco, ainda não são polos de turismo. 

 

Até ao jantar, devido ao demorado e perigoso caminho de regresso - por Manteigas e afins - , com direito às paisagens mais estonteantes, quase que declarávamos o distrito da Guarda o melhor de Portugal. É mais prudente e razoável tomar a posição pública de que são todos lindos, de férias exagera-se tudo.  

 

Das opções não tão variadas que tínhamos para jantar, escolhemos um restaurante em Fornos de Algodres chamado de O Pote. Luxos, modernices e cortesias não tinham. Aqui vai-se quando se quer comer bem e barato. Ora, a entrada era composta por pão, queijo local e chouriço. As belas doses industriais, um jarro de vinho, sobremesa e café custaram-nos menos de 14 euros. Bem alimentados, bem nos deitámos.

 

O dia seguinte tem um nome: Penascosa - lá vão ver-se as famosas gravuras de Foz Côa. Fiquem atentos à próxima aventura pelo Facebook e pelo Instagram.

 

 

 

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