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LEONISMOS

LEONISMOS

04
Ago17

É fácil ser agricultor num apartamento, sem terra - IKEA DIY


Leonardo Rodrigues

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Enquanto menino do campo, quer com vontade ou a contra gosto, estive sempre ligado à agricultura.

Ajudava a minha avó quando era mais novo, mesmo sem perceber os meandros da coisa, já que isso me fazia sentir um dos "grandes". Mais tarde, o meu contacto com a terra resumiu-se a plantar uma árvore no jardim que ficava atrás do meu quarto, já que preferia andar com a cabeça nos livros.

Com a vinda para a cidade, achei que cultivar passava a ser uma coisa distante, pelo menos enquanto não tivesse a minha porção de terra. E, mesmo tendo, ocuparia uma parte significativa do meu tempo.

Estava errado. Para começar, não há necessidade de haver terra para se cultivar. Há necessidade de 3 coisas, água, nutrientes e luz - que pode não ser solar, mas LED. Ao cultivo feito desta forma, chama-se hidroponia.

Existem muitos vídeos que explicam como fazer o nosso próprio sistema de cultivo, mas encontrei um bastante acessível à maioria na gigante sueca IKEA. Chama-se VÄXER e, até ao momento, permite cultivar 9 espécies de plantas comestíveis. 

Lembrem-se da lição mais importante de todas, crescer a nossa própria comida é como crescer o nosso dinheiro. E podemos, em qualquer casa, começar a fazer por isso. 

Poderia explicar passo a passo, mas a IKEA tem um vídeo bem melhor do que mais parágrafos:

 Eu segui os passos, assim:

 

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Como cá em casa temos muita luz natural, não comprei os LED's - o mais caro. Poupei dinheiro, gastei quase 30 euros, e as plantas cresceram na mesma. Ora vejam.

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Espero que se sintam inspirados em meter mãos à obra, já que não suja nada. Ah, e que acompanhem o blog no Facebook, o que também não suja nada.

 

 

 

23
Nov16

Estarão as melhores pizzas de Lisboa em Almada?


Leonardo Rodrigues

Com a descida das temperaturas a afastar cada vez mais o verão, ficam as boas memórias. Algumas, evidentemente quentes, têm sabor e fazem sentido todo o ano. Uma dessas memórias é a pizza que comi na Casa da Pizza, em Almada. Num dos regressos das maravilhosas tardes de praia com ele, devido ao trânsito, fomos forçados a fazer um pequeno desvio para jantar. Lá demos com a casa onde vive a pizza.

 

O nome trazia muitas promessas, mas garanto-vos que foram cumpridas assim que a pizza perfumada com manjericão fresco nos chegou à mesa.

 

 

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Pizza Meridional (sumo de limão, salmão, manjericão, queijo mozzarela, salmão e orégãos)

 

A melhor parte, paladar de lado, é que esta pizza para duas pessoas custou apenas 10 euros. Se estiverem do lado sul do rio Tejo, sem uma carteira que pague uma fatia de pizza no Avillez, têm a resposta nesta casa.

 

 

Dica: já que estão a poupar na comida, optem por um vinho que não o da casa.

Descubram mais aqui.

 

 

 

04
Jun16

Receitas para procrastinar: bolo de manteiga de amendoim em 1 minuto


Leonardo Rodrigues

Todos temos dias em que não nos apetece fazer nenhum. Curiosamente, nesses dias, o desejo por bolos, bolachas, chocolates e respetivos primos parece surgir em nós de forma mais forte. São o complemento perfeito para, depois de um cafézinho, uma manhã e uma tarde no sofá. Só com tremendas quantidades de glicose é que podemos acompanhar episódios de séries americanas que desistimos de ver. Hoje, como é o dia ideal para fazer estas coisas, fui à procura do meu consolo. Encontrei e é, claro, um bolo de caneca. Este é baixo em calorias, sabe maravilhosamente bem e, tal como o bolo de nutella, não precisa de farinha. 

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Ingredientes:

2 colheres de sopa de manteiga de amendoim

1 pitada de fermento

1 colher de sopa de açúcar

1 ovo grande

 

Modo de preparação:

Misturar todos os ingredientes até obterem algo de suave e uniforme. Colocar durante um minuto no microondas. Depois é só deixar o bolo arrefecer durante alguns minutos e desfrutar. Assim tão simples.

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Há quem considere que o bolo precisa ser um pouco mais doce. Se assim considerarem, que tal adicionar mel? Depois vou querer saber como vos correu, mas agora é hora de fazer nenhum e, quem sabe, regressar mais logo à feira do livro para aumentar o número de livros que tenho ali para ler. 

 

Receita e fotos: kirbiecravings.com

21
Mai16

Porto Tónico: Verão dentro dum copo


Leonardo Rodrigues

Provei recentemente, e pela primeira vez, o Porto Tónico. Não foi um qualquer, como os que se servem por aí a preço de ouro. Este tinha o verão lá dentro. Quando vi a bebida a ser preparada à minha frente nem conseguia falar, só observar. É belíssima, os aromas que se vão libertando também. Só pensava "verão dentro dum copo", o que é curioso. O verão é quente, a bebida é fresca. A associação só se pode dever ao facto de no verão precisarmos de coisas frescas, com cor, preferencialmente dentro de copos. Embora a foto não seja ilustrativa, visto haver pouca luz, espero que o modo de preparação vos permita entender. 

 

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Igredientes:

  • Limão
  • Laranja
  • Hortelã
  • Vinho do Porto branco seco
  • Água tónica
  • Paus de canela

 

Modo de preparação: Sou supersticioso com a ordem pela qual se colocam os ingredientes, por isso vou tentar explicar o que vi. Esmaguem a hotelã q.b - posso usar q.b como entender - , sem a desfigurar completamente, afinal os olhos comem primeiro. Depois, coloquem dois paus de canela dentro do copo e uma rodela de limão - parcialmente espremida. A isto segue-se a colocação do gelo. A quantidade vai depender do tamanho do copo, este, por exemplo, tinha 4 pedras. Quando o gelo estiver lá dentro, é hora de adicionar o vinho do porto e de ver nevoeiro - no verão, isto só melhora, eu sei. Depois do vinho, a água tónica, 50/50 é o ideal. Raspem um pouco de casca de laranja para lhe dar o toque final. Voilá. Repetiam o processo consoante o número de convidados.

 

Agora que já podem beber o verão, não se sintam gratos a mim, agradeçam ao Miguel do saliva.pt que me apresentou a bebida.

 

13
Mai16

Cresci na Cozinha


Leonardo Rodrigues

Ainda agora comecei o post e já tenho de me corrigir, Cresci em várias cozinhas, essencialmente em 3. A principal é a lá de casa, na Madeira, uma cozinha que é mais sala do que a própria sala. É a entrada e a saída. Quando lá vivia, funcionava como um género de ponto de encontro, onde comíamos, conversávamos, discutíamos, ríamos e chorávamos. (Não admira que seja um emotional eater, Cresci, mesmo, na Cozinha.) Aqui estavam as caminhas dos cães - um dos problemas para conseguir chegar à escola com a roupa sem manchas, como vos contei aqui. E, era por lá que tinha de passar obrigatoriamente para chegar aos quartos, ao quintal e à casa de banho. Tive de me deixar do lema que afirma que todos os caminhos vão dar a Roma, a minha casa ensinou-me que todos os corredores vão dar à cozinha. Em segundo lugar, está a cozinha da minha avó. Agora que penso nisto, as nossas casas tinham todas plantas bastante estranhas. A sala como que ficava fora de mão, então era na cozinha que liam o jornal, que eu devorava desenhos animados, tentava falar apaixonadamente de coisas que não dominava e que, inevitavelmente, presenciava a minha avó a fazer magia. A magia assumia a forma de bolos que perfumavam as ruas, do milho com couve que tinha de repousar nos pratos, a espetada no forno a lenha, e, por fim, a sopa - escrevi sapo, ando claramente a passar demasiado tempo por estas bandas. Ai a sopa. A sopa que aquela mulher fazia permitiu-me ser daqueles miúdos que nunca fizeram uma birra para comer legumes. Para terminar com isto das minhas 3 cozinhas, temos a a cozinha mais interessante de todas, uma industrial - fascinava-me na altura. Foi aí que a minha mãe, conjuntamente com umas 15 mulheres, tirou 3 cursos de culinária. Se pensam que por isso comi melhor, enganam-se, só mesmo nas provas do final de cada aula. A minha mãe pura e simplesmente não cozinha em casa, essa tarefa ficou para a minha tia.... Sempre gostei de comer e de ajudar na confeção dos pratos, mas, com 15 anos, vi-me na obrigação de também começar a cozinhar só para mim. Isto, porque com esta idade comecei a ter contacto com certo tipo de literatura, como OSHO, algo que me fez optar pelo vegetarianismo. Aí, tornei-me mestre em manipular um certo ingrediente. Porquê contar-vos isto tudo e parar aqui? Porque, meu caros, a Mula mais querida atualmente a habitar este planeta convidou-me a participar numa edição da rubrica "na cozinha com", pelo que esta história acabará por lá. Vou ter uma quarta cozinha na minha vida e, pela primeira vez, fica num curral. Prestem atenção às vossas "Leituras".

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 Fotografia tirada no RDA, pelo Rui - tenho tanto sono que hoje nem edições se me dignei a fazer.

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