Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

LEONISMOS

LEONISMOS

31
Out17

Kevin Spacey, ser gay não é para as ocasiões


Leonardo Rodrigues

MV5BMTkxNTEwOTk1MF5BMl5BanBnXkFtZTgwNjQ0NzE1MzI@._

Ontem, assim que acordei, percebi que se calhar o vilão Francis Underwood e Kevin Spacey não são assim tão diferentes. Digo isto por um motivo apenas, tentou criar uma diversão mediática para algo injustificável como é o assédio sexual, o que é agravado por ter sido dirigido a um menor.

Primeiro, começou por admitir que aquele seria um ato horrendo, e, embora não se lembre, pede desculpa. Depois, diz que as acusações o incentivaram a falar de outros assuntos, utilizando este momento para dizer que escolheu viver como homem gay, fazendo, por fim, um compromisso de auto análise. Felizmente não resulta para ninguém, nem pode.

Não sei se com isto esperou refugiar-se por detrás da comunidade LGBTI. A comunidade que há demasiados anos tem de ser uma comunidade. Que, há demasiados anos, tem de se demarcar de atos destes. Que, há demasiados anos, tem de explicar que pedofilia e homossexualidade não são a mesma coisa. Que, há demasiados anos, tem de explicar que o seu amor é válido. Que, há demasiados anos, sofre diariamente preconceito porque ama diferente. Que nunca escolheu nada disto.
Acho genuinamente que deveria tê-lo feito antes, pois há muito tempo que a janela está aberta. Ninguém tem de escrever a sua sexualidade na testa, é verdade, mas, enquanto figura pública com as responsabilidades que advêm da exposição, lamento que tenha escolhido este momento para o fazer, desta forma. A mensagem tende a misturar-se.

Ser gay não é uma escolha, muito menos para quando dá jeito, tal como não é ser heterossexual, Mr Kevin.

Foto: Netflix

 

 

 

 

28
Out17

post sem fotografia, sobre um momento


Leonardo Rodrigues

A imagem, em relação ao texto, desde há uns séculos, assumiu um papel central, a começar pela imprensa. As nossas casas também seguiram o exemplo. Como não era tão acessível, pelo que dita a lei da natureza, tinha mais valor. A minha avó, quando está lúcida, relembra a sua fotografia de casamento, que foi tudo menos instantânea. Vivendo a norte da ilha, teve necessidade de se deslocar com o marido, antes da luz nascer, até ao sul da ilha a pé. O vestido de casamento e o fato iam na mala. Os momentos tinham tanto valor, que se fazia um sacrifício do tamanho da distância para recordar mais tarde um momento passado. Hoje, basta meter a mão ao bolso e colocar o telemóvel em riste, para guardarmos uma momento que, na grande maioria das vezes, será esquecido. Ontem, decidi fazer uma caminhada anormalmente extensa com a Dóris e deparei-me com um espetáculo belíssimo. Ao chegar ao cimo do parque, a luz quente incidia magicamente em cima do verde acabado de crescer, graças à chuva que finalmente caiu. Os troncos das árvores estavam mais escuros devido às brechas de luz, que só deixavam o verde brilhar. O meu primeiro impulso foi tirar uma fotografia, mas o telemóvel estava em casa a carregar, então comprometi-me a memorizar o momento e, para o efeito, parar durante vários minutos. Tanto que foi apreciado, que hoje se escreve um post sem a fotografia,sem provas, só com palavras.

27
Out17

Grandes males, grandes bens e uma viagem de sonho a Itália


Leonardo Rodrigues

pexels-photo.jpg

 

No topo das coisas mais aborrecidas que nos podem acontecer estão pedidos de férias rejeitados e, claro, voos cancelados. Quando combinados, a catástrofe pode transforma-se num milagre. 

O meu voo para casa foi cancelado, como vos contei no post difficultJet, um filme easyJet e Portway, e o outcome foi um voucher de consolo de 170 euros. Pouco tempo depois, com mais férias por gozar, e com muita vontade de fazer praia, pedi os restantes dias para setembro, mas afinal só me deixavam em novembro. 

A pergunta que se instaurou foi, onde podemos ir os dois com 170 euros em novembro? A resposta inicial parecia apontar para os clássicos Londres e Paris. Contudo, rapidamente se tornou óbvio que a resposta certa seria Itália.  

Quase sem acreditar no que estava a fazer, marquei ambas as passagens - de ida e volta - com um saldo de voucher positivo de 3 euros. 

Poucos minutos depois estava a lacrimejar. Sem gastar um cêntimo que fosse, estava a preparar a realização de um sonho com mais de 10 anos, visitar Itália. Sempre namorei o nome do país, bem como a sua grande História. Mas acredito que uma relação mais profunda se iniciou quando li o livro Entre dois Mares, de Carmine Abate e sedimentou-se com a Última Viagem do Valentina, de Santa Montefiore. Claro que o meu coração ficou destroçado quando percebi que a vila onde se passava o romance, algures na costa de Amalfi, não era um sítio real. 

Ainda assim, continuei a construir a minha ideia de Itália, onde o azul vibrante contrasta com o verde vivo e, quando chega a altura do ano, os mágicos tons de castanho. Onde bruschettas caem do céu e vinho jorra das fontes. Onde as pessoas são calorosas e falam com as mãos. E onde tudo tem uma vista com som a pássaros e se anda a tropeçar na História. 

 

25
Out17

A dança da (in)competência


Leonardo Rodrigues

pexels-photo-417070.jpeg

Antes de mais, este não é um post a dizer a ninguém "és feio, mas sem ofensa". Temos todos uma parte menos bonita, até no que à competência diz respeito. E é disso que quero falar. 

Acredito que a todos devem ser dadas as mesmas ferramentas e oportunidades. Alguns pegarão nisto e irão transformar as suas vidas e as de outros. Outros, mesmo com mérito, nem sempre conseguem lá chegar. Há ainda uma outra esfera que, de forma geral, decide fazer uso do poder político. 

A política não se faz apenas no Estado, está em todo o lado, até nas reuniões de condomínio, e tem que ver com likeabiliy e saber usar a palavra. É o tal jogo de cintura. Seremos hipócritas se dissermos que nunca deixámos uma verdade incómoda no ar para que tivesse um efeito x ou y. 

Existem pessoas que não têm um talento nem capacidade especial, apenas isto, jogo de cintura nível ventre da Shakira. Embora este comportamento por vezes seja sufocante de observar, parece a mais natural dança de sobrevivência, em grandes empresas e no Estado. 

É com esta dança que, muitas vezes, aqueles à margem da competência sobem. Curiosamente, e com pena, nem sempre quem promove isto se apercebe e, pior ainda, quem está na base da cadeia alimentar não ousa dizê-lo. 

Talvez não tenha muito que ver, mas isto faz-me pensar num conceito de economia, chamado de Mão Invisível, a regulação natural e mágica da economia. Como que por magia, parece que deixamos tudo se auto regular, enquanto observadores passivos.

Atenção que sei que metade das vezes não é nada assim. Contudo, quero dizer que seja onde for, para haver uma mudança real, temos de nos juntar à dança, dando o exemplo, dançando e fazendo diferente. É a formula de sempre. 

 

 

 

17
Out17

As árvores vivem de pé


Leonardo Rodrigues

plant-paprika-pepper-grow-82728.jpeg

 

A vida real não é um espetáculo de grandes planos e de música cinematográfica. Sinto, vez após vez, que os cenários que se descrevem como dantescos se apresentam assim perante nós. 

Pior, as pessoas que elegemos, sucessivamente, fazem o mesmo. Querem pareceres, relatórios, análises e, se ainda houver dinheiro, um desenho. Depois do frenesim mediático, tudo morre, ano após ano. E com a morte mediática, vem a morte da floresta e das gentes. 

Não temos de ir muito longe nesta curta linha de tempo, a Câmara de Leiria sabia que o pinhal necessitava de limpeza. Creio que tinham deixado para 2018. Agora que sobrou um bocadinho de pinhal, talvez mandem fazer um museu em 2020 - desde que, claro, não disturbe o OE.

A culpa não é exclusivamente da inoperância de quem tem meios e autoridade para atuar. É também das empresas com sede de lucro, de quem não faz nem deixa fazer com os terrenos, de quem não limpa, de quem suja, de quem não quer saber, e de quem acha por bem queimar centenas de anos. Como a mãe de uma amiga diz, "quando a lei é branda o homem é mau".

O eucalipto não tinha de ser um inimigo a abater, se não fosse a espécie predominante. É muito bonito termos meio milhão de proprietários florestais, mas corre mal quando temos menos de 16% de floresta pública. Sabemos que o sobreiro - embora existam espécies melhores - serve de "tampão", por causa da cortiça, mas o pinheiro e eucalipto ganham a discussão económica. 

Não tenho dúvidas de que vamos conseguir replantar, que temos conhecimento que chegue para recuperar, mas tem de haver uma completa reestruturação deste sistema. Não chegam palavras de ação sem a ação. Tal como as doenças, a solução mais eficaz, e barata, é prevenir. Além de ser tempo de punir, é de dar o exemplo. Temos de ir para a rua mostrar descontentamento, é verdade, mas também de sair para cuidar.

E, embora a lei tenha de ser dura lex sed lex, serve apenas de relações públicas, se a consciência de um povo não a acompanhar. Precisamos de uma mudança de consciência, precisamos que Portugal perceba que não comemos graças ao dinheiro dos 2% que a floresta alimenta, mas que 100% respira graças às árvores que, vivendo em pé, sem dias de folga, tornam o nosso ar respirável. 

 

 

12
Out17

Pedi um crédito, e o computador said no


Leonardo Rodrigues

pexels-photo-164474.jpeg

Ontem foi um dia interessante, de me lembrar de histórias. 

Vou começar por contar uma das piores fases, que nunca encontrei forma de abordar no blog. A vida, com a faculdade, ficou diferente. Por isso, há cerca de dois anos e meio, vendi um computador que me tinha custado mais de mil euros e a máquina fotográfica. A alternativa seria ficar sem casa. Confesso que custou, o valor emocional que atribuía àqueles objetos e toda a situação frágil foi avassaladora. Mas, até ao dia de hoje, sei que fiz a escolha inteligente, ter um teto para me recompor. 

Ontem, vi um computador que queria. E, além de estar a um ótimo preço, imaginem só, havia uma campanha sem juros. Fiz o esforço de entrar num centro comercial para saber como se processava tal milagre, oferecido pela Santa Cetelem. Antes de conseguir chegar concretamente à campanha que queria, tive de recusar veemente dois cartões de crédito. 

Depois, tive de ouvi-la a explicar-me tudo  - por vezes com informação de uma campanha anterior - , como se fosse mesmo muito estúpido e não conseguisse fazer contas. Chegou mesmo a dizer-me, com um tom condescendente, "ainda bem que pergunta, faz muito bem em ler as letras pequeninas, eu também leio sempre", quase que tinha um AVC. Se tratarmos as pessoas como crianças, elas assinam coisas?

Tudo bem, aquilo era rápido, e a proposta de sair com um computador que não sobreaquece e precisa estar ligado à corrente, tornava tudo suportável. A decisão não seria tomada por ela, mas sim por um formulário que preenchi e me bebeu os dados do cartão de cidadão em segundos. No final, o formulário disse-me que não, e ela: "pelo menos o José tentou". Detesto que me tratem por José.

Além disto poder ser uma cena do Little Britan, que celebrizou a expressão, computer says no, por estar tão o perto, mas inacessível, lembrei-me de algo que vi este ano, à porta de um McDonald's em Istambul. 

Um menino sujo, enquanto espancava o vidro, chorava como nunca vi ninguém chorar, para pedir comida. Quase imediatamente a seguir, vinha uma empregada afasta-lo dali, como se fosse um pombo à procura de migalhas. Um contraste chocante, com as pessoas que comiam aquela comida apelativa, num espaço cheio de luz. Era apenas um vidro e uns trocos, mas ditava o que uns e outros podem ter. 

Aquela condescendência toda quase que me magoou, mas obriguei-me, minutos depois, porque há sempre, a ver o outro lado da moeda. 

Não me posso comparar a esse menino, em tão pouco tempo passei a ter uma família que me ama, emprego, férias marcadas, uma casa ótima, e uma dispensa que se compõe sempre. Vou continuar a ter um computador velhinho, é verdade, mas fico sempre com mais do que quando vendi o computador xpto. A felicidade não tem mensalidade. 

 

 
 
 
 
09
Out17

Entrada que pode ser prato principal: Húmus de Brócolos com palitos de cenoura assada


Leonardo Rodrigues

image1 (3).jpeg

 

Mentiria se dissesse que na cozinha não tenho vários ingredientes obrigatórios, quase obsessões. Existem alguns que não combinam juntos, mas há outros que quanto mais juntinhos melhor, o que culmina sempre em algo entre o puré e o húmus. Mentiria mais se dissesse que planeio a maioria das refeições, em vez de criar uma forma de adaptar o que há, ou pode ser comprado na mercearia lá de baixo. E é a grande verdade desta interpretação do húmus. 

 

image5.jpeg

Para moer esta combinação, os ingredientes necessários: grão de bico cozido, tomate, cebola e brócolos. O tempero: azeite, vinagre balsâmico, alho, sal, pimenta preta e caril. Para os palitos de cenoura, é só temperar com sal, azeite, pimentão doce, alho e oregãos, e levar ao forno. Para tornar isto digno de almoço, adicionei pão de centeio.

Não gosto de estabelecer regras, especialmente quanto a quantidades. O que se deve almejar sempre é um equilíbrio, tendo em conta a textura que pretendemos e o sabor. Se quiserem fazer isto com mais consistência, podem, por exemplo, retirar o tomate. Se quiserem um sabor mais suave, usar limão em vez de vinagre e retirar o caril. Enfim, uma infinidade de combinações. 

image2 (1).jpeg

Espero que o #CHEFLÉO vos tenha conseguido causar salivação, com outra receita vegan. Para não perderem nem uma pitada de sal, o melhor mesmo é ficar atento ao Facebook e Instagram.

 

08
Out17

Panquecas com apenas dois ingredientes: banana e aveia


Leonardo Rodrigues

 

IMG_0798.JPG

As refeições vegan, além de não terem de ser pobres em nutrientes, podem ter ainda mais sabor.

Ontem, depois do trabalho e Moda Lisboa, cheguei a casa completamente exausto e com fome. A dispensa estava quase vazia, com uma estranha abundância de banana e aveia.

Pensei logo em panquecas, mas, não havendo leite, estive para desistir da ideia. No entanto, acabei por testar com estes dois ingredientes, ou nunca iria saber.

IMG_0788.JPG

Parti a banana, para esmagar ao misturar com a aveia. Depois, juntei à frigideira já aquecida, um creme de cozinhar e distribui a pasta consistente até completar a frigideira. Quando senti que estava a ficar cozida e firme, virei. Diria que todo o processo durou cinco minutos.

Porque chocolate negro - com a maior percentagem de cacau possível - fica bem com tudo, parti em quadradinhos, que se derreteram. Para terminar, nada melhor do que canela.

São mais densas do que as típicas panquecas, e percebo que possam não ser para todos os dentes. Mas, para mim, o resultado não deixa dúvidas, são as melhores e mais simples panquecas que alguma vez fiz. Uma para cada um, acompanhadas de uma bela chávena de chá, foi o suficiente para encerrar a nossa tarde. 

IMG_0800.JPG

Não percam pitada do blog, sigam aqui.

 

05
Out17

McDonald's, assim se faz um hambúrguer vegetariano


Leonardo Rodrigues

IMG_0726.JPG

Encerrei o meu último dia de praia com uma loucura, fui ao McDonald's testar a alternativa vegetariana aos hambúrgueres de carne e peixe. 

Há cerca de 6 anos que não comprava nada, além de um gelado, num restaurante da marca, devido à minha escolha alimentar. E fiz muito bem. Além da grande quantidade de sal que os produtos têm, este hambúrguer deixa muito a desejar. 

É muito engraçada a expressão que diz algo como: "ir ao McDonald's comer uma salada, é o mesmo do que solicitar a uma profissional do sexo um abraço". Contudo, se esta cadeia quiser captar o interesse deste segmento crescente, necessita de mais e melhores alternativas.

Como muitos dos males vêm por bem, decidi partilhar convosco uma das minhas últimas aventuras culinárias, um hambúrguer de quinoa e grão de bico. Mas claro que não podia ser feito apenas com estes ingredientes. 

IMG_0735.JPG

Ingredientes principais: quinoa, grão de bico, cogumelos frescos, cenoura, cebola, tomate, azeitonas pretas e milho doce. Temperos: caril, alho, pimenta preta, salsa, azeite e oregãos frescos.

Modus operandi: Cozer a quinoa, com o dobro de água, até evaporar completamente. Partir cogumelos frescos, cenoura, cebola, tomate em quadrados. Juntar milho doce, azeitonas e a quinoa cozida. Triturar a maior parte desta mistura, colocando uma pequena porção de lado - servirá para dar textura. Com a água bem escorrida, triturar o grão com salsa até ficar numa pasta bastante consistente. Por fim, é só colocar tudo no mesmo recipiente, adicionar os temperos, misturar e moldar os hambúrgueres. Vai ao forno a 180 graus durante sensivelmente meia hora.

Nota: eles ficam ligeiramente húmidos, mas, caso sintam que não tem uma boa consistência, podem sempre adicionar uma farinha à vossa escolha

 IMG_0727.JPGIMG_0733.JPG

Desta vez, e por estar a ter mais atenção ao que como, servi com pão integral biológico do Lidl e uma salada de rúcula, espinafres, tomate e pinhões. 

A receita é versátil e, como tal, podem adaptar a vosso gosto, com os vossos ingredientes preferidos.

 

Não percam pitada deste blog, acompanhem pelo Facebook, aqui

 

 

 

 

05
Out17

Há um chá que realmente ajuda a dormir


Leonardo Rodrigues

chá pukka

Vidas agitadas equivalem a cabeças agitadas. Infelizmente, levamos muitas vezes a agitação do dia para a cama, tornando-se difícil desligar.

É verdade que existem nas farmácias muitas soluções, umas mais naturais que outras. Em alguns casos, podem até causar habituação. Não é o caso do Valdispert, contudo, para este surtir efeito, há necessidade de tomar vários comprimidos, o que financeiramente não compensa. 

Há cerca de um ano, no ElCorte Inglês, descobri o chá Pukka Night Time. Ao contrário de muitos outros chás, além de flor de aveia, alfazema e camomila, que têm propriedades relaxantes, esta infusão tem o componente ativo do Valdispert, a raiz de valeriana.

Para retirarmos todas as propriedades destas saquetas mágicas, é recomendado infundir durante 15 minutos. Neste momento, este chá, associado aos tampões de cera, é o meu refúgio para noites mais tranquilas, e ininterruptas. O resto da família, excetuando a cadela que só tem crises amorosas passageiras, concorda. 

Por ter todos os componentes produzidos de forma biológica, custa um pouco mais do que o típico chá de supermercado. Feitas as contas, são 20 cêntimos por caneca, o que me parece um pequeno preço a pagar pelo descanso. 

 

Segue o blog: aqui

 

 

Pág. 1/2

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Copyrighted.com Registered & Protected 
HMLF-E7YY-MGTC-ZU7E

Lugares

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D