Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

LEONISMOS

LEONISMOS

26
Jan17

Cura para o mau humor: Friends


Leonardo Rodrigues

Há muitos anos que encontrei um medicamento que cura qualquer estado de espírito menos bom. Chama-se Friends, vem sob a forma de episódios e é administrado via visual e auditiva. Não é o mais refinado dos humores, ainda assim é tão genial que nunca desilude e as piadas da série permanecem intemporais. São 10 as temporadas e iniciei o meu quarto tratamento esta semana. Isto é: voltar a ver duzentos e tal episódios. Não dá para evitar, a serotonina reproduz-se a um ritmo alucinante com com camaradagem deste grupo funcional de tão disfuncional - a estupidez do Joey, o sarcasmo do Chandler, a futilidade da Rachel, a OCD da Monica, a intelectualidade do Ross e, acima de tudo, a genialidade da Phoebe. Se estão a ter um dia ou uma semana assim-assim, o melhor mesmo é pegar numa manta, café e tratarem-se com uns quantos episódios. Queria escolher um meme que ilustrasse bem este post, mas, com as minhas dificuldades de decisão, tive de escolher aleatoriamente. 

15e0a153804d66e38fc5f82a42e8142e.jpg

 

 

19
Jan17

Não volto para o armário, deitei-o fora


Leonardo Rodrigues

Recentemente colocou-se a hipótese de irmos passar as nossas férias à minha ilha. Após a última conversa que tive com um membro da família, decidimos manter o plano inicial e rumar para norte.

Recuando no tempo, assim que tomei consciência de quem era, mesmo que não tivesse um conceito de antemão, passei também a ter um segredo. O ambiente à minha volta exercia uma influência castradora. E, no fundo, eu próprio também não queria ser quem era.

Os tempos mudaram, assisti a uma transformação das pessoas e das mentalidades à minha volta. Mas, mais do que os progressos dos outros, orgulho-me do meu percurso. Nem no emprego necessito fingir ser quem não sou. Saí e deitei o famoso armário fora para viver a minha vida.

Fruto disto, e porque a vida assim quis, no ano passado passei a ter a meu lado alguém que considero digno de apresentar a toda a família. Ontem uma pessoa, que surpreendentemente não foi a mãe, pediu-me para nos comportarmos como amigos - impôs esta condição - , isto porque não queria ter de dar explicações à filha.

Há uma ideia em que insisto há muito: as crianças são uma tábua rasa. Se a elas forem transmitidos bons valores e conhecimentos, mais fácil será de não perpetuar preconceitos. Não me cabe a mim educar filhos que não são meus. Ainda assim, pergunto-me, que educação é aquela que não assume que existe mais do que o preto e o branco, escondendo os lindos tons de cinzento que os separam?

Algo que é fundamental compreender por todos é que os casais gays não pretendem fazer em público, em família, mais do que os heteros fazem. Não há cá tratamentos especiais. O escárnio de algumas pessoas está em fazermos o mesmo, como tocar numa mão, agarrá-la, fazer uma carícia na cara ou dar um beijo. O afeto não pode ser um tabu.

E, com isto, não posso compactuar, mesmo que amenizem dizendo que "aceitam o meu modo de vida, mas que...". E são muitos os "mas que" que só servem para andarmos mais devagar. 
Enquanto casal homossexual, não temos, nem vamos, agir de forma diferente da um casal heterossexual. Desculpem, mas já não andamos com nenhuma cruz às costas.

19
Jan17

O Melhor Pão de Portugal está em Lisboa


Leonardo Rodrigues

  pexels-photo.jpg

 


Há coisa de um mês, o número 14 da Rua Prior Crato ganhou um novo espaço dedicado, por inteiro, ao pão. Chama-se Gleba e, mais ou menos à letra significa, "porção de terreno cultivável". Numa primeira dentada, decidi que lá se fazia o melhor pão de Portugal.

 

Esta padaria, onde também se faz moagem de cereais, nasce pelas mãos de Diogo, um jovem de 21 anos proveniente de Santa Maria da Feira. Depois de estudar cozinha na Suíça, trabalhou em restaurantes com estrelas Michelin, em Londres e em Albufeira. Lisboa, por sua vez, foi a cidade eleita para o mestrado e, segundo o próprio, ficou com tanto tempo livre que decidiu trabalhar.

 

O pão que se faz na Gleba é diferente dos demais. Demora no total 36 horas a fermentar. Farinha, Água e Sal são os 3 ingredientes de ordem. Com um brilho nos olhos, a falar dos microrganismos que tornam tudo possível, explica-me que esta fermentação natural consome os açúcares e degrada o glúten. Desta forma, o pão dura mais, é mais saudável, de melhor digestão e pode ser consumido por intolerantes ao glúten.

 

 

Para tornar isto ainda mais apelativo, fazendo jus ao nome, os produtos utilizados nesta padaria são todos provenientes de pequenos produtores portugueses que, na sua maioria, utilizam práticas sustentáveis. Brevemente o Diogo tenciona certificar os seus produtos.

 

 

Na Gleba irão encontrar Pão de Centeio "Verde" de Trás-os-Montes, Pão de Trigo Barbela de Trás-os-Montes, Broa de Milho "Pigarro" do Minho e Trigamilha. Ocasionalmente, nas edições especiais, poderão comprar pão com queijo da ilha, ou figos e nozes secos ao sol.

 

 

O bairro já está todo a falar deste pão. Além bairro, começam a chegar pessoas de todo o país e até de fora, fruto do boca a boca - foi também assim que descobri. Agora foi a minha vez de passar a mensagem. Só falta vocês julgarem se o Diogo conseguiu ou não finalmente trazer bom pão para a capital.

image (1).jpeg

 

 Visitem o site

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Copyrighted.com Registered & Protected 
HMLF-E7YY-MGTC-ZU7E

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D